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Playoffs - Análise dos jogos do dia 29.04

Spurs 106 x 91 Jazz

O Spurs começou os playoffs no mesmo ritmo em que terminou a temporada regular. Jogando fácil, pontuando quando bem entende e tendo total controle da partida. O Jazz se esforçou, teve bons momentos ofensivos, mas não conseguiu parar a equipe de San Antonio. Utah precisa continuar procurando por respostas, mas será difícil encontrá-las.

Chaves para o jogo 2

Spurs:
- Manter a estratégia atual. A inserção de Diaw na equipe titular foi importante, pois ele faz um bom trabalho defensivo nos jogadores de garrafão do Jazz
- Continuar controlando os minutos do Big 3, principalmente de Duncan. Se o Spurs quiser ter uma longa pós-temporada, vai precisar de seu principal jogador descansado. Afinal de contas, ele já tem 36 anos e não está mais acostumado a jogar 40 minutos

Jazz:
- Tentar tirar maior proveito de suas armas no garrafão. Esse é o único trunfo da equipe de Utah no confronto, portanto é importante utilizá-lo ao máximo
- Obter uma melhor atuação de Devin Harris. Não dá para esperar que o armador supere Tony Parker no duelo individual. Mas para o Jazz ter alguma chance na série, o confronto deve, pelo menos, ser equilibrado

Lakers 103 x 88 Nuggets

O Nuggets, equipe que mais pontua dentro do garrafão na NBA, foi parado por Bynum (que conseguiu um triplo duplo, com 12 pontos, 13 rebotes e 10 tocos). O time de Denver não conseguiu lidar com a barreira defensiva da equipe de LA e esteve irreconhecível. O Lakers dominou o garrafão e fez o que quis a partida inteira.

Chaves para o jogo 2

Lakers:
- Manter o foco defensivo, impedindo que o Nuggets pontue dentro do garrafão
- Continuar limitando as oportunidades de contra-ataque do Nuggets, ponto forte da equipe. Em Los Angeles, a equipe deve tentar controlar o ritmo da partida, pois isso será difícil de ser feito em Denver.

Nuggets:
- Não se deixar levar pela derrota no jogo 1. O Lakers foi, sim, muito superior, mas o Nuggets também esteve muito abaixo do que costuma. Lawson, principalmente, é capaz de jogar bem mais do que apresentou
- Elevar a velocidade do jogo, dentro do possível. Lawson, sempre que tiver a bola em mãos, deve ser agressivo. Se a equipe conseguir algumas cestas fáceis, poderá dar confiança aos seus principais jogadores, o que os ajudará a acertar mais do perímetro e a abrir um pouco o garrafão do Lakers. Tarefa difícil, mas esse deve ser o plano

Hawks 83 x 74 Celtics

Como falei no Twitter, não tinha muito interesse nesse jogo. Pra mim, é a série menos interessante da primeira fase. Dei uma chance pra partida, mas não dá pra dizer que valeu a pena. O jogo foi chato, o Celtics pareceu fora de sintonia no primeiro tempo, o que fez com que o Hawks abrisse uma boa vantagem. No segundo tempo, o time celta melhorou e equilibrou o jogo, mas não conseguiu a virada. Rondo, após um lance polêmico marcado a favor do Hawks, perdeu a cabeça, recebeu uma falta técnica e peitou um dos árbitros. Pode ser suspenso para o jogo 2.

Chaves para o jogo 2

Hawks:
- Caso Rondo fique de fora da partida, o Hawks precisa se impor e tentar abrir uma grande diferença, da mesma maneira que fez nesse jogo. Sem o excelente armador, seria difícil imaginar uma recuperação do Celtics após mais um início difícil
- Josh Smith foi o destaque do jogo 1. Mesmo assim, pode ser ainda mais útil para a equipe se atacar mais a cesta e arremessar menos de média e longa distância. Mas esperar que ele mude essa característica, infelizmente, não é algo realista

Celtics:
- Tirar proveito dos arremessos desmarcados. A equipe errou um percentual absurdo deles no jogo 1, principalmente no primeiro tempo. É de se imaginar que um aproveitamento tão ruim não se repetirá na próxima partida. A possível volta de Ray Allen ajudaria muito nesse aspecto
- Manter o controle emocional. O Hawks sempre dá trabalho para o Celtics, e a equipe celta não pode perder jogadores por motivos disciplinares. É algo que pode determinar o resultado da série.

Grizzlies 98 x 99 Clippers

Um dos duelos mais esperados da primeira fase, o confronto superou todas as expectativas. Após ser dominado por três quartos e chegar a perder por 27, o Clippers fez 28 pontos contra apenas 3 do Grizzlies nos últimos 9 minutos de jogo. Resultado: uma incrível e desmoralizante virada. O que parecia uma derrota preocupante para o Clippers se tornou um pesadelo para o Grizzlies.

Chaves para o jogo 2

 Grizzlies:
- Recuperar-se emocionalmente do inexplicável apagão. Por três quartos, a equipe executou o plano de jogo e não teve dificuldades para controlar o adversário. Mas o time de Memphis relaxou e, quando o Clippers começou a voltar para o jogo, o Grizzlies estava tão chocado que não conseguiu reagir
- Continuar utilizando Marc Gasol no centro da defesa por zona do Clippers. Quando o time de LA tentou defender assim, o pivô espanhol abriu buracos na defesa com inteligentes passes
 
Clippers:
- Tirar proveito da vantagem emocional para tentar roubar mais uma fora de casa. Apesar da vitória, ainda há motivo para preocupações. Por três quartos, o Clippers pareceu muito inferior ao Grizzlies. Portanto, a equipe não deve pensar que cumpriu seu dever em Memphis e se dar por satisfeita com a vitória no jogo 1
- Chris Paul precisa tomar as rédeas do ataque da equipe desde o início. Até a reação do time no 4º quarto, o armador estava tendo uma atuação muito apagada


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Lances Livres de 3ª

- Desde antes do início da temporada, não tinha grandes expectativas para o time do Pistons. Não gostei das decisões tomadas na pré-temporada (o time renovou com Prince - veterano que não teria motivos para ficar em um time em reconstrução - e com Stuckey, mantendo uma base medíocre), pois acreditava que elas perpetuavam um time fraco. No entanto, imaginava uma equipe mais competitiva com o técnico Lawrence Frank. Apesar das boas atuações de Greg Monroe, o time de Detroit vem sendo um dos piores da liga, ao lado de Wizards, Bobcats, Nets e Hornets. Dói ver o time jogar. É uma pena.

- Não durou a ideia de Mike Brown de utilizar mais Andrew Bynum no ataque. Após tentar 15,3 arremessos por jogo em suas 4 primeiras partidas, o pivô só tentou 11 arremessos em média nos últimos 10 jogos. E o ataque do Lakers vem sofrendo com isso, só tendo atingido a marca de 100 pontos uma vez na temporada. A defesa do time de Brown é boa, como era de se esperar, mas o ataque precisa melhorar muito se a equipe de LA quiser competir com os melhores do Oeste.

-Bruce Bowen terá seu número aposentado pelo Spurs. Embora nunca tenha tido grandes números, Bowen merece. Por muitos anos, foi o melhor defensor de perímetro da NBA e foi fundamental para a conquista de três títulos do Spurs, em 2003, 2005 e 2007. Desde sua aposentadoria, a defesa do Spurs nunca mais foi a mesma, e a equipe do Texas continua procurando um substituto para o ala. Ele era um jogador sujo? Sim. Eu gostava dele? Nem um pouco. Mas não estamos falando do Hall da Fama, para o qual as estatísticas são relevantes. Um time aposenta o número de um jogador quando ele foi peça fundamental em sua história. Alguém questiona a importância de Bowen para o Spurs?

Links sugeridos:

Denis, do Bola Presa, fala sobre as dificuldades de Lakers e Knicks na temporada. Sobre o Lakers: "O Kobe Bryant tentou fazer o que pode para ajudar. Em alguns jogos tentou ser herói e usou a estratégia Allen Iverson: Vocês defendem tudo e eu ataco sozinho arremessando bolas que se qualquer outro jogador tentar fica no banco pra sempre. Venceu alguns jogos contra times mais fracos, mas contra os fortes não chegou nem perto. Nos últimos dois jogos (contra Heat e Magic) tentou ficar mais sem a bola, se movimentou sem ela e forçou menos o jogo individualmente. Foi mais eficiente, aumentou seu aproveitamento e chutou menos bolas. O Lakers continuou mal da mesma forma, não mudou nada. O buraco é mais embaixo".

Dudu, do Pick and Roll, relembra os "Bad Boys" do Detroit Pistons do fim da década de 80 e início da de 90: "Agora que você já conheceu um pouco da história dos Bad Boys, vamos explicar o porque desse apelido. Os caras eram loucos demais, brigavam com todo mundo, não tinha tempo feio para eles. Jogavam para valer, sem sequer tentar passar a imagem de bonzinhos. Bill Laimbeer e Dennis Rodman eram os “terroristas” da NBA. Seus adversários provavelmente os enfrentavam pensando em qual seria a confusão da vez".

Lucas Pastore, do Spurs Brasil, comenta sobre os altos e baixos no desempenho das equipes, algo comum nesta temporada pós-locaute: "Por isso, temos de nos resignar. O Spurs ainda fará muitos jogos ruins na temporada, com foco na defesa e ataque estagnado. Nos resta esperar mais desfechos positivos, como foi contra o Orlando Magic, e menos negativos, como contra o Kings".

Vinicius Veiga, do Jumper Brasil, destaca os jogadores que mais evoluíram na temporada até aqui. Sobre Kyle Lowry: "Desde que assumiu a vaga de titular no Rockets, Kyle Lowry vem sendo um bom jogador para essa franquia. Jogando muito bem no sistema do novo treinador Kevin McHale, Lowry vem melhorando todos as suas estatísticas da última temporada para essa e seus números de assistências e rebotes por jogo têm sido espetaculares. Com 25 anos e com um futuro bom pela frente, os torcedores dos Rockets não têm a necessidade de se preocupar com a posição de armador por um bom tempo".

Renan Henrique, do Basket +, fala sobre a falta de uma clara liderança no time do Blazers. Um motivo pode ser o grande número de alterações no elenco da equipe: "No quinteto inicial, apenas LaMarcus Aldridge e Marcus Camby disputaram a temporada passada pelo Blazers. Até mesmo os jogadores de rotação passaram por grande reformulação".


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Estatísticas avançadas da 6ª

Não sabe o que são estatísticas avançadas? Entenda aqui!

Quais são os ataques mais eficientes da NBA até aqui?

1. Oklahoma City Thunder (OffEff: 106,7)
2. San Antonio Spurs (OffEff: 105,6)
3. Denver Nuggets (OffEff: 105,1)
4. Orlando Magic (OffEff: 104,8)
5. Philadelphia 76ers (OffEff: 104,7)

Quais são as defesas mais eficientes da NBA até aqui?

1. Philadelphia 76ers (DefEff: 89,1)
2. Chicago Bulls (DefEff: 92,5)
3. Indiana Pacers (DefEff: 94,4)
4. Miami Heat (DefEff: 94,5)
5. Los Angeles Lakers (DefEff: 95,3)

Observações: Até aqui, o time mais eficiente da NBA é o Sixers, 5º no ataque e 1º na defesa. O Spurs, conhecido pela sua defesa na era Duncan, continua se voltando para a velocidade e o ataque. O Heat, após um começo de temporada fulminante ofensivamente, vai voltando aos seus princípios defensivos de 2010/11. O impacto de Mike Brown, técnico conhecido por armar boas defesas, começa a ser sentido no Lakers.

Que jogadores tem usado mais posses de bola na NBA até aqui?

1. Kobe Bryant (39,5%)
2. Carmelo Anthony (34,8%)
3. Monta Ellis (32,7%)
4. LeBron James (32,2%)
5. Russell Westbrook (32,17%)

Observações: Nenhuma surpresa com relação ao líder, que já foi o campeão da categoria na temporada passada. Mas vale destacar que seu percentual de uso está bem mais alto do que em 2010/11 (35,0%) e acima até da temporada na qual ele teve média de mais de 35 pontos por jogo. Os outros nomes da lista também não são surpresa. Westbrook, assim como no anterior, tem um percentual mais alto que Durant, mas a diferença agora é mínima (32,17% contra 32,12%). Derrick Rose tem dominado a bola bem menos do que no ano passado, quando ficou em terceiro lugar (26,8% contra 32,16%).

Outras estatísticas interessantes:

- Marcin Gortat está aproveitando 71% dos arremessos de meia distância (de 5 a 7 metros da cesta)

- Quando estão em quadra, tanto Andrew Bynum quanto Dwight Howard pegam 22,8% dos rebotes disponíveis. DeMarcus Cousins pega 18,3% dos rebotes no ataque, líder na categoria. Na defesa, o líder é Dwight, com 34,4%.

- O Chicago Bulls pega 33,4% dos rebotes no ataque, sendo o líder na categoria. Já o Nuggets pega apenas 21,8%, ficando na última posição.

- O Dallas Mavericks pega 77,5% dos rebotes na defesa, melhor índice da liga. O Wizards, último colocado, pega apenas 68,2%.

- Por outro lado, o Wizards é o time com o maior índice de tocos, bloqueando 8,8% dos arremessos adversários. O Detroit Pistons bloqueia apenas 3,4% dos arremessos, aparecendo no último lugar.

- O time que está jogando no ritmo mais rápido na NBA é o Denver Nuggets, que utiliza 98,6 posses de bola por jogo. O Miami Heat é o segundo, com 98,3.

- Os dois times mais lentos são o Boston Celtics e o New Orleans Hornets, ambos com 90,3.

- O Suns, conhecido pelo run-and-gun, aparece apenas em 24º lugar (92,3). No ano passado, a equipe teve o oitavo maior índice (96,5).

- Já o Blazers, que teve o índice mais baixo nas três temporadas anteriores e o segundo mais baixo em 2006/07 e 2007/08 (sempre na faixa dos 90), está enfatizando a velocidade, com o quarto maior índice (96,8). A explicação? McMillan possuía Brandon Roy para criar jogadas para a equipe, o que tornava o time bastante metódico e paciente. Agora, sem um jogador com essa capacidade de criação, a equipe precisa criar mais oportunidades no contra-ataque, as chamadas "cestas fáceis".

* Dados de 12/01/2012

E aí, o que acharam das estatísticas? Se gostaram, acharam alguma em particular interessante, surpreendente, absurda... comentem!


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