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Prévia: Divisão Noroeste


Dando prosseguimento à série de prévias de aquecimento para o começo da temporada da NBA, o post de hoje é sobre a divisão Noroeste.


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Pré-temporada: observações


Como vocês sabem, a pré-temporada começou na semana passada. Não sou de tirar conclusões com base em um ou outro jogo amistoso. Por outro lado, como postei ontem, os números indicam que é errado pensar que a pré-temporada não significa nada. Ela é um período muito útil para que os treinadores façam testes e os jogadores comecem a entrosar. Para nós, torcedores, é a primeira chance de avaliar reforços, novatos e mudanças estratégicas das equipes. Desde que tenhamos em mente que vitórias e derrotas não são o mais importante, é possível se divertir vendo partidas "que não valem nada".

Eis algumas observações iniciais com relação ao que vi nessa primeira semana de jogos:




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Análises da offseason: Portland Trail Blazers




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Resumo e análise da free agency - parte 2


5 de julho

Michael Beasley acerta com o Suns: 3 anos, 18 milhões

Beasley não foi bem em Miami. Começou bem em Minnesota, mas acabou perdendo espaço, e o Wolves não mostrou o menor interesse na renovação. Ainda assim, Phoenix achou necessário oferecer 6 milhões por ano pelo jogador. Me parece absurdo, exagerado, desnecessário. Até agora, Beasley mostrou que tem muito talento, mas ainda não provou ser um jogador produtivo. Espero que isso mude em Phoenix e que ele possa demonstrar por que foi a segunda escolha do draft de 2008. Devo dizer que não estou otimista.

Hasheem Thabeet acerta com o Thunder: 2 anos

Outro que foi a segunda escolha de um draft (2009), Thabeet ainda não mostrou a que veio na NBA. Já passou por três equipes diferentes e não conseguiu se firmar em nenhuma delas. Quem sabe, em uma equipe estruturada como a do Thunder, ele possa crescer sem nenhuma pressão.

Goran Dragic acerta com o Suns: 4 anos, 30-34 milhões

Um ano e meio depois de ser trocado para o Rockets, Dragic volta para a sua primeira equipe na NBA. Ele, que costumava ser o reserva de Nash, agora ocupará o espaço do armador canadense. A base do contrato é de 7,5 milhões por ano. A cada ano em que Dragic chegar ao All-Star Game, ganhará 1 milhão de bônus. Em uma conferência Oeste lotada de armadores de qualidade, é difícil imaginar o esloveno como All-Star em mais de uma temporada, se tanto. Ainda assim, ele mostrou em Houston ser um ótimo jogador e só tende a crescer ao longo dos próximos anos.




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Ranking da semana (23 a 29/01/2012)

Toda segunda-feira, escolherei as 5 melhores equipes da semana que passou. Este não será um ranking dos 5 melhores times da NBA; terá como base somente o desempenho das equipes na última semana, considerando os resultados e a força dos adversários (veja o ranking da semana passada).


1. Miami Heat (Campanha na semana: 4-0)

Pela segunda semana seguida, o Heat impressionou. Desta vez, a equipe teve três desafios relativamente tranquilos (em casa contra Cavs e Knicks, fora contra o Pistons) e um grande confronto contra o Bulls. Nas duas últimas partidas, o Heat voltou a contar com Wade, mas LeBron e Bosh continuaram agressivos ofensivamente. A vitória contra o Bulls foi dificílima, mas muito importante para consolidar a recuperação do time de Miami nos últimos 15 dias.

2. Boston Celtics (Campanha na semana: 3-1)

A equipe celta, que começou a temporada muito mal, parece estar começando a encontrar sua intensidade defensiva e sua garra. Mesmo sem contar com Rondo a semana inteira (e Ray Allen por três jogos), o Celtics se saiu bem em três duelos contra adversários qualificados (dois jogos contra o Magic e um contra o Pacers). Contra o Magic, foram duas vitórias para elevar o moral, uma por 31 pontos de vantagem e outra após estar perdendo por 27. Paul Pierce foi extraordinário, assumindo o papel de pontuador e também contribuindo na armação, com médias de cerca de 25 pontos e 8 assistências por jogo. A equipe teria ficado no topo do ranking da semana se não tivesse perdido em casa para o Cavs ontem à noite.

3. Oklahoma City Thunder (Campanha na semana: 3-0)
A equipe teve uma semana tranquila, enfrentando três adversários inferiores: Pistons e Hornets em casa e o Warriors fora. As três vitórias não foram nenhuma surpresa, certo? Mas é aí que está o grande mérito do Thunder até aqui. O time é o mais regular de toda a NBA, pois sempre vence os adversários mais fracos (e quase sempre os times fortes, também). A equipe, apesar de jovem, vai mostrando enorme maturidade e seriedade, qualidades que garantem a melhor campanha da NBA até o momento. Não há dúvidas de que o Thunder é sério candidato ao título.

4. Portland Trail Blazers (Campanha na semana: 3-1)

Fez o que costuma fazer: ganhou em casa (contra Kings, Grizzlies e Suns) e perdeu fora (contra o Warriors). Destaque para o maior massacre da semana, a vitória contra o Suns por 38 pontos de diferença. Nas últimas semanas, a equipe diminuiu o ritmo no ataque, mas mostrou força na defesa. Marcus Camby teve grandes atuações na semana, com destaque para a peculiar estatística alcançada contra o Suns: 20 rebotes, mas nenhum ponto.

5. Dallas Mavericks (Campanha na semana: 3-1)

A equipe de Dallas descansou Nowitzki nas 3 primeiras partidas da semana, só o utilizando contra o Spurs ontem. Ainda assim, o Mavs teve uma boa semana, com vitórias contra Suns, Jazz e Spurs. A derrota veio para o Timberwolves. Apesar de ter jogado todas as suas partidas em casa, o time merece crédito por se manter competitivo sem seu principal jogador. O jogo contra o Spurs, que foi para a prorrogação, foi um dos melhores e mais emocionantes da temporada.

(Equipes que não entraram na lista, mas tiveram bom desempenho: Atlanta Hawks, Los Angeles Clippers, Denver Nuggets, Indiana Pacers, Los Angeles Lakers)


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Lances Livres de 3ª

- Desde antes do início da temporada, não tinha grandes expectativas para o time do Pistons. Não gostei das decisões tomadas na pré-temporada (o time renovou com Prince - veterano que não teria motivos para ficar em um time em reconstrução - e com Stuckey, mantendo uma base medíocre), pois acreditava que elas perpetuavam um time fraco. No entanto, imaginava uma equipe mais competitiva com o técnico Lawrence Frank. Apesar das boas atuações de Greg Monroe, o time de Detroit vem sendo um dos piores da liga, ao lado de Wizards, Bobcats, Nets e Hornets. Dói ver o time jogar. É uma pena.

- Não durou a ideia de Mike Brown de utilizar mais Andrew Bynum no ataque. Após tentar 15,3 arremessos por jogo em suas 4 primeiras partidas, o pivô só tentou 11 arremessos em média nos últimos 10 jogos. E o ataque do Lakers vem sofrendo com isso, só tendo atingido a marca de 100 pontos uma vez na temporada. A defesa do time de Brown é boa, como era de se esperar, mas o ataque precisa melhorar muito se a equipe de LA quiser competir com os melhores do Oeste.

-Bruce Bowen terá seu número aposentado pelo Spurs. Embora nunca tenha tido grandes números, Bowen merece. Por muitos anos, foi o melhor defensor de perímetro da NBA e foi fundamental para a conquista de três títulos do Spurs, em 2003, 2005 e 2007. Desde sua aposentadoria, a defesa do Spurs nunca mais foi a mesma, e a equipe do Texas continua procurando um substituto para o ala. Ele era um jogador sujo? Sim. Eu gostava dele? Nem um pouco. Mas não estamos falando do Hall da Fama, para o qual as estatísticas são relevantes. Um time aposenta o número de um jogador quando ele foi peça fundamental em sua história. Alguém questiona a importância de Bowen para o Spurs?

Links sugeridos:

Denis, do Bola Presa, fala sobre as dificuldades de Lakers e Knicks na temporada. Sobre o Lakers: "O Kobe Bryant tentou fazer o que pode para ajudar. Em alguns jogos tentou ser herói e usou a estratégia Allen Iverson: Vocês defendem tudo e eu ataco sozinho arremessando bolas que se qualquer outro jogador tentar fica no banco pra sempre. Venceu alguns jogos contra times mais fracos, mas contra os fortes não chegou nem perto. Nos últimos dois jogos (contra Heat e Magic) tentou ficar mais sem a bola, se movimentou sem ela e forçou menos o jogo individualmente. Foi mais eficiente, aumentou seu aproveitamento e chutou menos bolas. O Lakers continuou mal da mesma forma, não mudou nada. O buraco é mais embaixo".

Dudu, do Pick and Roll, relembra os "Bad Boys" do Detroit Pistons do fim da década de 80 e início da de 90: "Agora que você já conheceu um pouco da história dos Bad Boys, vamos explicar o porque desse apelido. Os caras eram loucos demais, brigavam com todo mundo, não tinha tempo feio para eles. Jogavam para valer, sem sequer tentar passar a imagem de bonzinhos. Bill Laimbeer e Dennis Rodman eram os “terroristas” da NBA. Seus adversários provavelmente os enfrentavam pensando em qual seria a confusão da vez".

Lucas Pastore, do Spurs Brasil, comenta sobre os altos e baixos no desempenho das equipes, algo comum nesta temporada pós-locaute: "Por isso, temos de nos resignar. O Spurs ainda fará muitos jogos ruins na temporada, com foco na defesa e ataque estagnado. Nos resta esperar mais desfechos positivos, como foi contra o Orlando Magic, e menos negativos, como contra o Kings".

Vinicius Veiga, do Jumper Brasil, destaca os jogadores que mais evoluíram na temporada até aqui. Sobre Kyle Lowry: "Desde que assumiu a vaga de titular no Rockets, Kyle Lowry vem sendo um bom jogador para essa franquia. Jogando muito bem no sistema do novo treinador Kevin McHale, Lowry vem melhorando todos as suas estatísticas da última temporada para essa e seus números de assistências e rebotes por jogo têm sido espetaculares. Com 25 anos e com um futuro bom pela frente, os torcedores dos Rockets não têm a necessidade de se preocupar com a posição de armador por um bom tempo".

Renan Henrique, do Basket +, fala sobre a falta de uma clara liderança no time do Blazers. Um motivo pode ser o grande número de alterações no elenco da equipe: "No quinteto inicial, apenas LaMarcus Aldridge e Marcus Camby disputaram a temporada passada pelo Blazers. Até mesmo os jogadores de rotação passaram por grande reformulação".


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Lances Livres de 5ª

Estou sem tempo disponível para escrever hoje, mas vou deixar alguns links para vocês, pelo menos.

Links sugeridos:

Ricardo Stabolito Jr., do Jumper Brasil, fala sobre o encanto de Ricky Rubio: "Questionado sobre atletas a quem o jovem espanhol poderia ser comparado, o treinador David Thorpe – analista da ESPN e que trabalha no desenvolvimento de centenas de jogadores profissionais – afirmou: “Ricky é único”. Para mim, aqui reside o ponto central da discussão, a aura que envolve o badalado calouro. Independente de ser “melhor do que fulano” ou “pior do que sicrano”, Rubio é diferente de tudo que existe na NBA hoje".

Coincidentemente, Denis, do Bola Presa, aborda o mesmo assunto: "Logo após o rebote (do Love, claro) já é possível ver Rubio batendo palmas para receber logo a bola e partindo em velocidade para o ataque. Lá ele encontra jogadores que podem se posicionar em qualquer lugar da quadra: Wayne Ellington, Michael Beasley, Derrick Williams e até Anthony Tolliver, todos, são velozes, sabem infiltrar e tem um arremesso de longa distância. Eles podem se espalhar pela quadra e só esperar que a visão de jogo do Rubio faça o resto. Ou melhor, quase todo o resto. Depois de enxergar é preciso que o passe chegue na medida e nisso Rubio é excepcional. Poucos na NBA, só caras do nível de Steve Nash e Rajon Rondo, conseguem dar passes com uma só mão, na corrida, com a mesma precisão de Rubio. E falo isso sem exagero, por observação pura".

Vinicius Carvalhosa, do Pick and Roll, fala sobre os craques esquecidos da NBA. Sobre Luis Scola: "O argentino chegou à NBA já rodado: foi draftado na segunda rodada em 2002, mas fez carreira pelo Baskonia, da Espanha, antes de ir para os EUA em 2007. Seus direitos pertenciam ao San Antonio Spurs, que o trocou para o Houston Rockets. Hoje, Scola já está consolidado como um dos mais úteis jogadores de garrafão da liga, e suas médias de 14.3 pontos e 8 rebotes por partida comprovam o fato. Muito guerreiro – como todo hermano – Scola é a bola de segurança dentro da área pintada do Rockets".

Pedro Henrique, do All Your Balls, fala do Blazers: "Portland vai dar trabalho (já está dando). E não espere que eles vão apenas figurar nos playoffs. Esse time, se não sofrer com contusões em momentos importantes da temporada e playoffs, pode alcançar ‘algo mais’. Fiquem de olho".


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Estatísticas Avançadas

Quem acompanha basquete conhece as principais estatísticas individuais e coletivas: pontos, rebotes (ofensivos e defensivos), assistências, roubos de bola, tocos, turnovers, aproveitamento de arremessos de quadra, de 3 pontos, de lances livres...

No entanto, ao longo da última década, uma série de novas estatísticas que permitem uma análise ainda mais profunda do que ocorre durante uma partida surgiram. Essas estatísticas são chamadas de Advanced Statistics (Estatísticas Avançadas). Conheça as principais:

Offensive Efficiency (Eficiência Ofensiva) - OffEff: Quantos pontos uma equipe faz a cada 100 posses de bola. É um indicador da qualidade de um ataque melhor do que pontos marcados por jogo, pois leva em consideração o fato de que as equipes jogam em ritmos diferentes.
Média da NBA na temporada 2010/11: 104,5
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Philadelphia 76ers (106,6) 
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Washington Wizards (88,4)

Defensive Efficiency (Eficiência Defensiva) - DefEff: Quantos pontos uma equipe leva a cada 100 posses de bola. Assim como a estatística anterior, é um indicador da qualidade de uma defesa melhor do que pontos sofridos por jogo.
Média da NBA na temporada 2010/11: 104,4
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Philadelphia 76ers (90,2)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Charlotte Bobcats (108,7)


Effective Field Goal Percentage (Aproveitamento Ajustado dos Arremessos) - eFG%: Esta estatística ajusta o percentual de aproveitamento de forma a considerar a diferença que faz acertar um arremesso de 3 em vez um de 2. Por exemplo: um jogador que acerta 1 arremesso em 2 tentativas, sempre terá 50% de aproveitamento. No entanto, se o arremesso tiver sido de 2, ele terá feito 2 pontos em 2 tentativas, mas se tiver sido de 3, terá feito 3 pontos nas mesmas 2 tentativas. Portanto, seu aproveitamento "real" seria de 75%.
Média da NBA na temporada 2010/11: 49,9%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui:
 Miami Heat (53,4); Aproveitamento do adversário: Philadelphia 76ers (41,6)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Washington Wizards (42,0); Aproveitamento do adversário: New Jersey Nets (52,3)

True Shooting Percentage (Real Aproveitamento dos Arremessos) - TS%: Leva a estatística anterior um passo adiante, incluindo os lances livres.
Média da NBA na temporada 2010/11: 54,2%
Líder na NBA até aqui: Tyson Chandler (78,1%)*
* Jeff Foster e Ronny Turiaf possuem 100%, mas tem poucos arremessos, então são desconsiderados

Turnover Rate ou Turnover Percentage (Índice de Turnovers) - TOR ou TO%: Quantos turnovers uma equipe comete a cada 100 posses de bola.
Média da NBA na temporada 2010/11: 13,43
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Turnovers cometidos: Philadelphia 76ers (11,83); Turnovers forçados: Miami Heat (17,32)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Turnovers cometidos: Minnesota Timberwolves (17,05); Turnovers forçados: Toronto Raptors (10,75)

Offensive Rebound Rate ou Offensive Rebound Percentage (Índice de Rebotes Ofensivos) - ORR ou ORB%: A frequência com a qual uma equipe ou jogador pega o rebote de seus próprios ataques.
Média da NBA na temporada 2010/11: 26,33%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Sacramento Kings (32,9); Índice do adversário: Portland Trail Blazers (23,2)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Toronto Raptors (21,2); Índice do adversário: Sacramento Kings (32,7)
Líder da NBA na temporada até aqui: Jeff Foster (23,7)

Defensive Rebound Rate ou Defensive Rebound Percentage (Índice de Rebotes Defensivos) - DRR ou DRB%: A frequência com a qual uma equipe ou jogador pega rebotes defensivos.
Média da NBA na temporada 2010/11: 73,6%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Portland Trail Blazers (76,8);
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Sacramento Kings (67,3)
Líder da NBA na temporada até aqui: Dwight Howard (34,7)

Free Throw Rate (Índice de Lances Livres) - FTR: A frequência com a qual uma equipe arremessa (e converte) lances livres em relação ao total de arremessos de quadra.
Média da NBA na temporada 2010/11: 30,0
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Los Angeles Clippers (38,8)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Houston Rockets (19,5)

Player Efficiency Rating (Índice de Eficiência do Jogador) - PER: É uma fórmula complicadíssima criada por John Hollinger, com o fim e medir o desempenho de um jogador para cada minuto seu em quadra. Nem tentaria explicar a fórmula, porque não conseguiria. Ela possui muitos críticos e algumas inegáveis deficiências, mas é muito usada para avaliar a produção dos jogadores.
Média da NBA na temporada 2010/11: 12,41
Líder da NBA até aqui: LeBron James (36,9)
Pior da NBA até aqui: Austin Daye (-3,49)

Usage Rate ou Usage Percentage (Percentual de Uso) - Usg%: Estima o percentual de posses de bola de uma equipe utilizadas por um jogador em particular enquanto ele está em quadra. Média da NBA na temporada 2010/11: 18,47
Líder da NBA até aqui: Kobe Bryant (38,4)
Último da NBA até aqui: Joel Anthony (6,3)


(Todas as estatísticas acima são do dia 10/01/2012)

Se houver interesse dos leitores, eu posso postar periodicamente algumas estatísticas avançadas interessantes (de times ou jogadores) aqui no blog, para analisarmos e discutirmos. O que vocês acham?


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Análise da rodada de 3ª (10/01/12)

A rodada da terça-feira teve 11 partidas. Destaco 3 delas:

Wolves 100 x 111 Bulls: No meio do segundo quarto, o Bulls vencia o jogo por 48x24. Parecia que a partida estava definida ali, mas Rubio mudou as coisas. O Wolves, até o intervalo, reduziu a diferença para 6 pontos e chegou a estar à frente no placar no segundo tempo. No fim das contas, o Bulls venceu (Rose foi brilhante, com 31 pontos e 11 assistências), mas Rubio mostrou, mais uma vez, que a transição da Europa para a NBA não está sendo um problema para ele; muito pelo contrário, está fazendo muitíssimo bem ao armador espanhol. Pela quarta vez na temporada, Rubio chegou a dígitos duplos em assistências (12). Além disso, marcou 13 pontos, pegou 4 rebotes e conseguiu 4 roubos de bola. O Wolves perdeu mais uma vez, mas a torcida aplaudiu ao final do jogo. Rubio começou o segundo tempo em quadra, o que pode indicar que seus dias como reserva estão contados. Para o Bulls, a vitória acabou sendo bem mais difícil do que parecia.




Blazers 105 x 97 Clippers: Talvez o duelo mais esperado da noite, entre uma das melhores equipes até aqui e uma das mais badaladas. Não é segredo para ninguém que o Blazers é páreo duríssimo jogando em casa, e com o Clippers não foi diferente. Chris Paul teve uma partida abaixo de sua capacidade, com apenas 11 pontos e 3 assistências, e não conseguiu fazer o restante da equipe jogar. Pelo Blazers, todos os titulares fizeram pelo menos 12 pontos, com quatro deles atingindo 17 ou mais. Foi com esse equilíbrio que a equipe de Portland se manteve invicta jogando em casa.




Lakers 99 x 83 Suns: Após um início de temporada péssimo, o Suns havia mostrado, nas duas partidas anteriores, um bom ataque e uma defesa surpreendentemente eficaz. O Lakers, por sua vez, havia vencido suas últimas seis partidas no Staples Center. Kobe não perdeu tempo, marcando 17 pontos no último quarto. E ele não diminuiu o ritmo até o fim, chegando ao final da partida com 48. O Suns conseguiu manter o jogo equilibrado até a metade do último quarto. Dali em diante, o Lakers dominou, neutralizando o ataque da equipe do Arizona e não tendo dificuldades para pontuar no outro lado da quadra. Assim, o Lakers chegou à sua sétima vitória consecutiva jogando em casa, e Kobe continuou a excelente fase da última semana.



Demais resultados:

Wizards 93 x 78 Raptors
Bobcats 70 x 82 Rockets
Sixers 112 x 85 Kings
Pistons 86 x 100 Mavericks
Grizzlies 95 x 100 Thunder
Bucks 106 x 103 Spurs
Jazz 113 x 105 Cavaliers
Warriors 111 x 106 Heat (OT)

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Análise dos jogos do final de semana (06, 07 e 08/01/12)

Sexta-feira (06/01):

A rodada de sexta foi bastante movimentada, com 12 jogos. Destaque para:

Celtics 74 x 87 Pacers: Em um duelo entre uma equipe conhecida por sua mentalidade defensiva e outra que vai demonstrando grande capacidade de marcação, o resultado fez sentido: poucos pontos. O Pacers continuou demonstrando dificuldades no ataque, com apenas 40,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Por outro lado, a defesa da equipe de Indiana forçou o Celtics a um aproveitamento de apenas 39,4%. O Pacers continuou demonstrando ter várias opções ofensivas, contando com 6 jogadores com pelo menos 11 pontos na partida. Pelo Celtics, Ray Allen continuou sua excelente temporada com 23 pontos (7-11 FG, 4-5 3pts), mas o restante do time não foi bem. A vitória do Pacers mostra que a equipe, mesmo em processo de entrosamento, tem bom potencial para brigar por uma das principais colocações do Leste. Já o Celtics continua com altos e baixos neste início de temporada.

Magic 83 x 97 Bulls: Foi o confronto entre duas equipes em trajetórias opostas: o Bulls continua em ascensão, após uma excelente temporada 2010/11; o Magic está em declínio, após ser eliminado na primeira fase dos playoffs da temporada passada e ver seu melhor jogador pedindo para ser trocado. De um lado, o jogo exibiu o sentido coletivo e a fortíssima defesa do Bulls; de outro, a força e o domínio de Dwight Howard (28 pontos e 15 rebotes). Venceu a força coletiva, que também contou com belas atuações individuais: Rose esteve próximo de um triplo duplo, com 21 pontos, 8 rebotes e 10 assistências; Carlos Boozer fez 20 pontos e pegou 13 rebotes; e Kyle Korver matou 5 bolas de 3 pontos e acabou com 18 pontos. O Bulls é, talvez, o time que mais impressiona neste início de temporada: mesmo tendo jogado 6 das suas primeiras 8 partidas fora de casa, terminou a sexta-feira com 7 vitórias e apenas 1 derrota (nota: no dia seguinte, o Bulls perdeu feio para o Hawks, caindo para 7-2). Já o Magic continua sem rumo, vivendo a incerteza do que acontecerá com seu grande jogador.

Suns 102 x 77 Blazers: O time de Portland chegou a Phoenix com a melhor campanha do Oeste, enquanto que o time do deserto recebeu seu adversário após uma série de atuações de baixa qualidade. Portanto, o resultado da partida acabou sendo a grande surpresa da rodada. Desde o início, o Suns demonstrou uma intensidade e um ritmo que ainda não havia apresentado na temporada. Por outro lado, o Blazers parecia cansado e desanimado. Com um calendário cheio de jogos e poucos dias de descanso, isso ocorrerá com alguma frequência: bons times jogarão mal, e times não tão bons assim tirarão proveito disso. Para não tirar o mérito do Suns, Steve Nash fez sua melhor partida da temporada, sendo perfeito nos arremessos (7-7 FG, 2-2 3pt, 1-1 FT) e dando 9 assistências. O novato Markieff Morris também foi bem, com 13 pontos e 9 rebotes pelo time de Phoenix. Mas não se enganem: o resultado do jogo não indica a qualidade nem a ambição das duas equipes. O Blazers continua sendo muito forte, e o Suns continua tendo grandes limitações. Mas na temporada pós-locaute, jogos assim serão rotina.

Demais resultados:

Raptors 85 x 97 Nets
Bobcats 96 x 102 Hawks (OT)
Sixers 96 x 73 Pistons
Wizards 96 x 99 Knicks
Hornets 88 x 96 Nuggets
Thunder 109 x 94 Rockets
Wolves 87 x 98 Cavaliers
Jazz 94 x 85 Grizzlies
Lakers 97 x 90 Warriors

Sábado (07/01)

Foram mais 10 jogos, dos quais eu destaco:

Hawks 109 x 94 Bulls: O Hawks vinha no seu terceiro jogo em três noites, sendo que, dos dois anteriores, um havia terminado na 3ª prorrogação (derrota para o Heat sem Lebron e Wade)
e outro na 1ª prorrogação (vitória sobre o Bobcats). O que esperar da equipe de Atlanta? Pouco, quase nada. Principalmente contra o Bulls, que vinha com uma campanha de 7-1 (com 6 jogos fora de casa). Mas foi o Bulls que jogou como a equipe exausta. O Hawks dominou do início ao fim e chegou a liderar por mais de 20 pontos. Josh Smith teve incrível atuação, com 25 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 4 roubos e 6 tocos. A defesa do Bulls parece simplesmente não ter viajado com o time para Atlanta, pois permitiu que o Hawks acertasse 56,7% de seus arremessos. Às vezes a NBA é assim, difícil de explicar.

Rockets 95 x 98 Thunder: Após perder em Oklahoma na noite anterior, o Rockets tentava se vingar jogando em casa. Sem contar com Lowry pela segunda noite consecutiva, a equipe texana apostou mais uma vez no reserva Goran Dragic, que não desapontou: teve 20 pontos e 8 assistências. Mas no fim do jogo, a confiança do Thunder e a falta de entrosamento de Dragic com os titulares falou mais alto: o Rockets teve a chance de empatar, mas o armador esloveno, numa tentativa de passe para Scola, jogou a bola na torcida. Pelo Thunder, Durant não foi bem o jogo todo, mas acabou fazendo várias cestas importantes no último quarto. O mesmo ocorreu com Harden. Westbrook teve bom aproveitamento de quadra, acertando 10 de suas 20 tentativas. O banco do time de Oklahoma foi fundamental, fazendo 40 pontos (contra 27 do banco do Rockets).

Spurs 121 x 117 Nuggets: Quando Ginóbili sofreu uma lesão na mão, muita gente (inclusive eu) previu que o Spurs teria sérios problemas. Desde então, o Spurs conquistou 3 vitórias seguidas, graças a inesperadas contribuições de diversos jogadores. Na partida do sábado, a grande surpresa foi Danny Green: o ala-armador terminou o jogo com 24 pontos, 7 rebotes, 2 assistências, 2 roubos e 2 tocos. Além dele, o Spurs contou com outros 6 jogadores atingindo pelo menos 10 pontos, dentre eles o brasileiro Tiago Splitter, que também pegou 5 rebotes. Danilo Gallinari teve grande atuação ofensiva pelo Nuggets, com 31 pontos. O Nuggets, aliás, foi muito bem no ataque, com um aproveitamento de 56,8% de seus arremessos. Mesmo assim, o Spurs conseguiu a vitória. Vale lembrar que, desde o ano passado, a equipe do Texas vem se tornando cada vez menos voltada para a defesa e mais voltada para o ataque, o que faz sentido com o declínio de Tim Duncan. Será que conseguirão manter o excelente desempenho sem Ginóbili? Difícil dizer, mas os primeiros sinais são bastante positivos.

Demais resultados:

Pacers 99 x 77 Bobcats
Nets 90 x 101 Heat
Pistons 80 x 103 Knicks
Raptors 62 x 97 Sixers
Hornets 81 x 96 Mavericks
Clippers 92 x 86 Bucks
Warriors 87 x 88 Jazz

Domingo (08/01)

A rodada contou com seis partidas. Destaque para:

Thunder 108 x 96 Spurs: O Thunder estava em seu terceiro jogo em três noites, o Spurs "apenas" em seu segundo. Ainda assim, a equipe de Oklahoma dominou desde o início, graças a boas atuações do trio Durant/Westbrook/Harden e também do banco, que mais uma vez se destacou, com 53 pontos. O novato Reggie Jackson, substituto de Eric Maynor, que sofreu séria lesão no joelho e está fora da temporada, se saiu bem em seu primeiro teste, com 11 pontos e 4 assistências. Pelo Spurs, destaque para outro novato, Kawhi Leonard, que anotou 13 pontos e pegou 10 rebotes.

Lakers 90 x 82 Grizzlies: Após um péssimo desempenho no jogo contra o Nuggets em Denver, no qual acertou apenas 6 dos 28 arremessos tentados, Kobe vem em uma ótima sequência: após 3 jogos seguidos com pelo menos 30 pontos, Bryant teve 26 pontos e 9 assistências contra o Grizzlies. Assim, mesmo tendo cometido 27 turnovers, o Lakers conseguiu bater a equipe de Memphis, que vai sentindo muito a falta de Zach Randolph. O banco do Grizzlies, que marcou 46 pontos, manteve a equipe no jogo, mas isso não foi o suficiente para a vitória. O Lakers chegou à sua sexta vitória consecutiva em casa (a equipe ainda não venceu fora de Los Angeles).

Demais resultados:

Wizards 72 x 93 Wolves
Kings 97 x 104 Magic
Suns 109 x 93 Bucks
Blazers 98 x 78 Cavs


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