Concluindo a série de prévias de aquecimento para o começo da temporada da NBA, o post de hoje é sobre a divisão do Pacífico.
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(Para entender melhor o propósito da seção Out of Bounds, clique aqui)
Como vocês sabem, os training camps começaram na última semana. Antes disso, cada equipe colocou jogadores e comissão técnica à disposição da imprensa para entrevistas, fotos, vídeos e outras coisas do gênero, no chamado Media Day.
Em seguida, algumas imagens que chamaram a atenção nesses primeiros dias de training camp:
Marcadores: Bulls, Dwight Howard, Dwyane Wade, Grizzlies, Heat, Lakers, Out of Bounds, Suns
Out of Bounds: Training Camp
por Carlos Petry
(Para entender melhor o propósito da seção Out of Bounds, clique aqui)
Como vocês sabem, os training camps começaram na última semana. Antes disso, cada equipe colocou jogadores e comissão técnica à disposição da imprensa para entrevistas, fotos, vídeos e outras coisas do gênero, no chamado Media Day.
Em seguida, algumas imagens que chamaram a atenção nesses primeiros dias de training camp:
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Marcadores: Blazers, Brandon Roy, Celtics, Goran Dragic, Heat, Jason Kidd, Jeff Green, Jeremy Lin, Knicks, Kyle Lowry, Nicolas Batum, Pacers, Raptors, Ray Allen, Rockets, Roy Hibbert, Sixers, Suns, Wolves
Resumo e análise da free agency - parte 2
por Carlos Alberto Petry Junior
5 de julho
Michael Beasley acerta com o Suns: 3 anos, 18 milhões
Beasley não foi bem em Miami. Começou bem em Minnesota, mas acabou perdendo espaço, e o Wolves não mostrou o menor interesse na renovação. Ainda assim, Phoenix achou necessário oferecer 6 milhões por ano pelo jogador. Me parece absurdo, exagerado, desnecessário. Até agora, Beasley mostrou que tem muito talento, mas ainda não provou ser um jogador produtivo. Espero que isso mude em Phoenix e que ele possa demonstrar por que foi a segunda escolha do draft de 2008. Devo dizer que não estou otimista.
Hasheem Thabeet acerta com o Thunder: 2 anos
Outro que foi a segunda escolha de um draft (2009), Thabeet ainda não mostrou a que veio na NBA. Já passou por três equipes diferentes e não conseguiu se firmar em nenhuma delas. Quem sabe, em uma equipe estruturada como a do Thunder, ele possa crescer sem nenhuma pressão.
Goran Dragic acerta com o Suns: 4 anos, 30-34 milhões
Um ano e meio depois de ser trocado para o Rockets, Dragic volta para a sua primeira equipe na NBA. Ele, que costumava ser o reserva de Nash, agora ocupará o espaço do armador canadense. A base do contrato é de 7,5 milhões por ano. A cada ano em que Dragic chegar ao All-Star Game, ganhará 1 milhão de bônus. Em uma conferência Oeste lotada de armadores de qualidade, é difícil imaginar o esloveno como All-Star em mais de uma temporada, se tanto. Ainda assim, ele mostrou em Houston ser um ótimo jogador e só tende a crescer ao longo dos próximos anos.
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Vinícius Veiga, do Spin Ballnet, classifica os 10 piores contratos da NBA. Sobre o 10º colocado, DeSagana Diop: "Anotando menos de 1 ponto por jogo, pegando apenas 2.9 rebotes por jogo, jogando 11 minutos por partida e ganhando a bagatela de quase 7 milhões de dólares por temporada, Diop tem o melhor trabalho do mundo. Para se ter uma ideia, Diop não está passando por uma má fase nas quadras, afinal, a média de pontos por jogo na carreira dele é de apenas 2.0".
Gustavo Lima, do Jumper Brasil, fala sobre a injusta situação de Steve Nash no Suns. Como torcedor da equipe de Phoenix, assino embaixo o parágrafo a seguir: "Por tudo isso, para que as duas partes saiam ganhando, o veterano armador precisa ser trocado até a trade deadline (15 de março). Espero que Robert Sarver (proprietário do Suns), Lon Babby (presidente) e Lance Blanks (gerente-geral) tenham a sensibilidade de negociá-lo. Seria o pontapé inicial do processo de reconstrução do elenco. A era Nash vai deixar saudade aos fãs da equipe e a todos que gostam do espetáculo no basquete. Mesmo sem a conquista de um título sequer, não tenho a menor dúvida de que o jogador terá a sua camisa 13 aposentada pela franquia. O nome de Steve Nash está marcado para sempre na história do time de Phoenix. Ao Suns, resta deixar o seu grande ícone da última década se despedir do basquete com dignidade".
Marcadores: Blake Griffin, DeSagana Diop, Dwight Howard, Magic, Steve Nash, Suns
Lances Livres de 3ª
por Carlos Petry
- A situação de Dwight Howard no Orlando Magic está se tornando insustentável. A equipe da cidade da Disney entrou em crise esta semana. Tudo começou na segunda-feira passada, quando o Magic fez apenas 56 pontos (e sofreu 87) fora de casa contra o Celtics, que não contava com Rajon Rondo e Ray Allen. No dia seguinte, a equipe foi a Indiana e venceu de maneira convincente o Pacers, por 102-83, e parecia que a atuação pífia da noite anterior havia sido superada. Dois dias depois, o Magic voltou a enfrentar o Celtics, dessa vez em Orlando. Os dois primeiros quartos foram sensacionais, e o time de Orlando chegou a abrir 27 pontos de vantagem. No entanto, tudo desmoronou no segundo o tempo. O Magic permitiu que o Celtics virasse a partida e acabou perdendo por 91-83. Quando parecia que as coisas não poderiam piorar, na noite seguinte, o time foi a New Orleans e foi massacrado pelo fraco Hornets, por 93-67. Após a derrota, Dwight Howard criticou a equipe, dizendo que era frustrante demais trabalhar tanto para melhorar e ver que a equipe simplesmente não se esforça. No intervalo da partida, ele teria dito aos demais jogadores: "Quem não quiser jogar, que fique no vestiário". Aparentemente, suas palavras não foram exatamente inspiradoras para o resto da equipe, pois o Magic voltou a ser destruído no domingo, em casa, contra o Pacers e perdeu de novo ontem para o Sixers. E agora?
- Ainda sobre Dwight Howard: todo mundo sabe que, às vezes, líderes precisam criticar seus companheiros. O problema é que, em nenhum momento, Dwight admitiu que ele possa ser parte do problema. Fica difícil para uma equipe ter consistência e desenvolver padrão de jogo e entrosamento quando ninguém sabe o que acontecerá no dia seguinte. Tudo que seus colegas sabem é que Dwight Howard não quer ficar em Orlando, não quer continuar jogando com o atual grupo. Difícil imaginar qualquer grupo seguindo um líder que está louco para ir embora. Como eu já opinei algumas vezes, a equipe atual do Magic até não é ruim. Muito pelo contrário, tem talento suficiente para incomodar os principais times do Leste. Mas, como eu também já escrevi aqui em diversas oportunidades, enquanto a situação de Howard não for resolvida, situações assim ocorrerão. Acho que, cada vez mais, está chegando a hora do Magic investigar o que pode conseguir pelo jogador. Não precisa aceitar qualquer oferta por ele. Basta tomar uma decisão. Se a decisão for mantê-lo e deixar seu contrato expirar, que decidam logo e avisem Howard, dizendo algo como: "entendemos que você não queira ficar, mas percebemos que o melhor para nós é não trocá-lo no momento. Você ficará aqui até o fim da temporada. Depois, se quiser ir embora, a decisão é sua. Mas você ainda tem uma chance de conquistar algo aqui, e é isso que queremos tentar este ano". Se isso não for feito, Dwight irá embora de qualquer maneira e o Magic nem conseguirá ser dos mais competitivos este ano. E isso seria uma pena.
Links sugeridos:
Dudu, do Pick and Roll, fala sobre o "primeiro passo" de Blake Griffin, que é extremamente explosivo: "Porém, outro bom fundamento de seu jogo que começa a brilhar é o seu poder de arranque, a sua aceleração. Em uma analogia à Fórmula 1, Blake vai de 0 a 100 em questão de segundos, demonstrando muita força e explosão".
- Ainda sobre Dwight Howard: todo mundo sabe que, às vezes, líderes precisam criticar seus companheiros. O problema é que, em nenhum momento, Dwight admitiu que ele possa ser parte do problema. Fica difícil para uma equipe ter consistência e desenvolver padrão de jogo e entrosamento quando ninguém sabe o que acontecerá no dia seguinte. Tudo que seus colegas sabem é que Dwight Howard não quer ficar em Orlando, não quer continuar jogando com o atual grupo. Difícil imaginar qualquer grupo seguindo um líder que está louco para ir embora. Como eu já opinei algumas vezes, a equipe atual do Magic até não é ruim. Muito pelo contrário, tem talento suficiente para incomodar os principais times do Leste. Mas, como eu também já escrevi aqui em diversas oportunidades, enquanto a situação de Howard não for resolvida, situações assim ocorrerão. Acho que, cada vez mais, está chegando a hora do Magic investigar o que pode conseguir pelo jogador. Não precisa aceitar qualquer oferta por ele. Basta tomar uma decisão. Se a decisão for mantê-lo e deixar seu contrato expirar, que decidam logo e avisem Howard, dizendo algo como: "entendemos que você não queira ficar, mas percebemos que o melhor para nós é não trocá-lo no momento. Você ficará aqui até o fim da temporada. Depois, se quiser ir embora, a decisão é sua. Mas você ainda tem uma chance de conquistar algo aqui, e é isso que queremos tentar este ano". Se isso não for feito, Dwight irá embora de qualquer maneira e o Magic nem conseguirá ser dos mais competitivos este ano. E isso seria uma pena.
Links sugeridos:
Dudu, do Pick and Roll, fala sobre o "primeiro passo" de Blake Griffin, que é extremamente explosivo: "Porém, outro bom fundamento de seu jogo que começa a brilhar é o seu poder de arranque, a sua aceleração. Em uma analogia à Fórmula 1, Blake vai de 0 a 100 em questão de segundos, demonstrando muita força e explosão".
Vinícius Veiga, do Spin Ballnet, classifica os 10 piores contratos da NBA. Sobre o 10º colocado, DeSagana Diop: "Anotando menos de 1 ponto por jogo, pegando apenas 2.9 rebotes por jogo, jogando 11 minutos por partida e ganhando a bagatela de quase 7 milhões de dólares por temporada, Diop tem o melhor trabalho do mundo. Para se ter uma ideia, Diop não está passando por uma má fase nas quadras, afinal, a média de pontos por jogo na carreira dele é de apenas 2.0".
Gustavo Lima, do Jumper Brasil, fala sobre a injusta situação de Steve Nash no Suns. Como torcedor da equipe de Phoenix, assino embaixo o parágrafo a seguir: "Por tudo isso, para que as duas partes saiam ganhando, o veterano armador precisa ser trocado até a trade deadline (15 de março). Espero que Robert Sarver (proprietário do Suns), Lon Babby (presidente) e Lance Blanks (gerente-geral) tenham a sensibilidade de negociá-lo. Seria o pontapé inicial do processo de reconstrução do elenco. A era Nash vai deixar saudade aos fãs da equipe e a todos que gostam do espetáculo no basquete. Mesmo sem a conquista de um título sequer, não tenho a menor dúvida de que o jogador terá a sua camisa 13 aposentada pela franquia. O nome de Steve Nash está marcado para sempre na história do time de Phoenix. Ao Suns, resta deixar o seu grande ícone da última década se despedir do basquete com dignidade".
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- Já John Wall só acertou 22% dos arremessos de média distância até o momento. Mesmo assim, ele tenta, em média, 4,9 arremessos desse tipo por partida. Andray Blatche, também do Wizards, acertou 34% das tentativas de mid-range, e também continua forçando demais: 5,2 vezes por jogo. Isso ajuda a explicar a péssima campanha do Wizards, não é mesmo?
- Quando está em quadra, Dwight Howard pega 24% dos rebotes disponíveis. Na defesa, pega 37,2% deles. Os dois índices são maiores do que de qualquer outro jogador da liga. Reggie Evans pega 16,9% dos rebotes no ataque, sendo líder na categoria.
- Dentre os times, o Chicago Bulls pega 31,84% dos rebotes no ataque, sendo o líder na categoria. Já o Celtics pega apenas 22,8%, ficando na última posição.
- O Orlando Magic pega 78,6% dos rebotes na defesa, melhor índice da liga. O Kings, último colocado, pega apenas 68,7%.
- O Wizards é o time com o maior índice de tocos, bloqueando 7,9% dos arremessos dos adversários. O Detroit Pistons e o Minnesota Timberwolves bloqueiam apenas 4,1% dos arremessos, aparecendo empatados no último lugar.
- O time que está jogando no ritmo mais rápido na NBA é o Denver Nuggets, que utiliza 98,5 posses de bola por jogo. O New York Knicks é o segundo, com 96,6.
- Os dois times mais lentos são o Boston Celtics e o New Orleans Hornets, ambos com 90,6.
- O Suns, conhecido pelo run-and-gun, aparece apenas em 21º lugar (93,3). No ano passado, a equipe teve o oitavo maior índice (96,5).
Marcadores: Brandon Bass, Bulls, Celtics, Dwight Howard, Hornets, John Wall, Kings, Kobe Bryant, LeBron James, Magic, Mavericks, Nuggets, Pistons, Reggie Evans, Russell Westbrook, Sixers, Suns, Tim Duncan, Wizards
Estatísticas avançadas da 6ª
por Carlos Petry
Esta semana, vamos ver o quanto as estatísticas avançadas que vimos duas semanas atrás mudaram.
(Clique aqui para entender o que são estatísticas avançadas)
Quais são os ataques mais eficientes da NBA até aqui?
1. Chicago Bulls (OffEff: 105,7)
2. Philadelphia 76ers (OffEff: 105,6)
3. Miami Heat (OffEff: 105,6)
4. Denver Nuggets (OffEff: 105,1)
5. Oklahoma City Thunder (OffEff: 104,9)
Quais são as defesas mais eficientes da NBA até aqui?
1. Philadelphia 76ers (DefEff: 92,8)
2. Chicago Bulls (DefEff: 93,5)
3. Dallas Mavericks (DefEff: 94,1)
4. Atlanta Hawks (DefEff: 95,4)
5. Boston Celtics (DefEff: 96,0)
Observações: Embora tenha caído um pouco, o Philadelphia 76ers continua com índices impressionantes, com o segundo ataque e a primeira defesa mais eficiente. O Bulls, por sua vez, tem o ataque mais eficiente e a segunda melhor defesa. Estatisticamente, Bulls e Sixers aparecem, claramente, como as duas equipes mais completas da temporada. A equipe de Chicago, treinada pelo especialista defensivo Tom Thibodeau, agora tem também um ataque invejável. Isso se deve muito ao elenco forte -- que mostrou toda a sua competência durante a semana em que Rose ficou fora por lesão, vencendo 4 de 5 partidas sem o armador -- e à chegada de Rip Hamilton, que dá uma nova opção ofensiva à equipe e até contribui um pouco na armação de jogadas. Outro time que merece destaque é o Mavs, que aparece como uma das melhores defesas da liga até aqui. Com a saída de Tyson Chandler, imaginava-se que o time de Dallas teria dificuldades defensivas e precisaria depender mais de seu ataque. No entanto, o que vem acontecendo é o contrário: a defesa está bem e o ataque tem sido muito inconsistente. O Celtics, mesmo em uma temporada muito complicada até aqui, começa a crescer na defesa (algo que ficou evidente na impressionante virada de ontem contra o Magic).
Que jogadores têm usado mais posses de bola na NBA até aqui?
1. Kobe Bryant (38,9%)
2. Carmelo Anthony (34,4%)
3. LeBron James (33,3%)
4. Monta Ellis (32,1%)
5. Russell Westbrook (32,1%)
Observações: Poucas mudanças com relação aos números de duas semanas atrás. Kobe reduziu um pouco, mas não muito, o seu uso. LeBron pulou da quarta para a terceira posição, e Westbrook se manteve com maior uso do que seu companheiro Kevin Durant.
Outras estatísticas interessantes:
- Tim Duncan está acertando 58% dos arremessos de meia distância (de 5 a 7 metros da cesta). Nas últimas 5 temporadas, seu aproveitamento nunca passou de 43%. Brandon Bass também tem ótimo aproveitamento dali, acertando 57%.
(Clique aqui para entender o que são estatísticas avançadas)
Quais são os ataques mais eficientes da NBA até aqui?
1. Chicago Bulls (OffEff: 105,7)
2. Philadelphia 76ers (OffEff: 105,6)
3. Miami Heat (OffEff: 105,6)
4. Denver Nuggets (OffEff: 105,1)
5. Oklahoma City Thunder (OffEff: 104,9)
Quais são as defesas mais eficientes da NBA até aqui?
1. Philadelphia 76ers (DefEff: 92,8)
2. Chicago Bulls (DefEff: 93,5)
3. Dallas Mavericks (DefEff: 94,1)
4. Atlanta Hawks (DefEff: 95,4)
5. Boston Celtics (DefEff: 96,0)
Observações: Embora tenha caído um pouco, o Philadelphia 76ers continua com índices impressionantes, com o segundo ataque e a primeira defesa mais eficiente. O Bulls, por sua vez, tem o ataque mais eficiente e a segunda melhor defesa. Estatisticamente, Bulls e Sixers aparecem, claramente, como as duas equipes mais completas da temporada. A equipe de Chicago, treinada pelo especialista defensivo Tom Thibodeau, agora tem também um ataque invejável. Isso se deve muito ao elenco forte -- que mostrou toda a sua competência durante a semana em que Rose ficou fora por lesão, vencendo 4 de 5 partidas sem o armador -- e à chegada de Rip Hamilton, que dá uma nova opção ofensiva à equipe e até contribui um pouco na armação de jogadas. Outro time que merece destaque é o Mavs, que aparece como uma das melhores defesas da liga até aqui. Com a saída de Tyson Chandler, imaginava-se que o time de Dallas teria dificuldades defensivas e precisaria depender mais de seu ataque. No entanto, o que vem acontecendo é o contrário: a defesa está bem e o ataque tem sido muito inconsistente. O Celtics, mesmo em uma temporada muito complicada até aqui, começa a crescer na defesa (algo que ficou evidente na impressionante virada de ontem contra o Magic).
Que jogadores têm usado mais posses de bola na NBA até aqui?
1. Kobe Bryant (38,9%)
2. Carmelo Anthony (34,4%)
3. LeBron James (33,3%)
4. Monta Ellis (32,1%)
5. Russell Westbrook (32,1%)
Observações: Poucas mudanças com relação aos números de duas semanas atrás. Kobe reduziu um pouco, mas não muito, o seu uso. LeBron pulou da quarta para a terceira posição, e Westbrook se manteve com maior uso do que seu companheiro Kevin Durant.
Outras estatísticas interessantes:
- Tim Duncan está acertando 58% dos arremessos de meia distância (de 5 a 7 metros da cesta). Nas últimas 5 temporadas, seu aproveitamento nunca passou de 43%. Brandon Bass também tem ótimo aproveitamento dali, acertando 57%.
- Já John Wall só acertou 22% dos arremessos de média distância até o momento. Mesmo assim, ele tenta, em média, 4,9 arremessos desse tipo por partida. Andray Blatche, também do Wizards, acertou 34% das tentativas de mid-range, e também continua forçando demais: 5,2 vezes por jogo. Isso ajuda a explicar a péssima campanha do Wizards, não é mesmo?
- Quando está em quadra, Dwight Howard pega 24% dos rebotes disponíveis. Na defesa, pega 37,2% deles. Os dois índices são maiores do que de qualquer outro jogador da liga. Reggie Evans pega 16,9% dos rebotes no ataque, sendo líder na categoria.
- Dentre os times, o Chicago Bulls pega 31,84% dos rebotes no ataque, sendo o líder na categoria. Já o Celtics pega apenas 22,8%, ficando na última posição.
- O Orlando Magic pega 78,6% dos rebotes na defesa, melhor índice da liga. O Kings, último colocado, pega apenas 68,7%.
- O Wizards é o time com o maior índice de tocos, bloqueando 7,9% dos arremessos dos adversários. O Detroit Pistons e o Minnesota Timberwolves bloqueiam apenas 4,1% dos arremessos, aparecendo empatados no último lugar.
- O time que está jogando no ritmo mais rápido na NBA é o Denver Nuggets, que utiliza 98,5 posses de bola por jogo. O New York Knicks é o segundo, com 96,6.
- Os dois times mais lentos são o Boston Celtics e o New Orleans Hornets, ambos com 90,6.
- O Suns, conhecido pelo run-and-gun, aparece apenas em 21º lugar (93,3). No ano passado, a equipe teve o oitavo maior índice (96,5).
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Wolves 100 x 111 Bulls: No meio do segundo quarto, o Bulls vencia o jogo por 48x24. Parecia que a partida estava definida ali, mas Rubio mudou as coisas. O Wolves, até o intervalo, reduziu a diferença para 6 pontos e chegou a estar à frente no placar no segundo tempo. No fim das contas, o Bulls venceu (Rose foi brilhante, com 31 pontos e 11 assistências), mas Rubio mostrou, mais uma vez, que a transição da Europa para a NBA não está sendo um problema para ele; muito pelo contrário, está fazendo muitíssimo bem ao armador espanhol. Pela quarta vez na temporada, Rubio chegou a dígitos duplos em assistências (12). Além disso, marcou 13 pontos, pegou 4 rebotes e conseguiu 4 roubos de bola. O Wolves perdeu mais uma vez, mas a torcida aplaudiu ao final do jogo. Rubio começou o segundo tempo em quadra, o que pode indicar que seus dias como reserva estão contados. Para o Bulls, a vitória acabou sendo bem mais difícil do que parecia.
Demais resultados:
Wizards 93 x 78 Raptors
Bobcats 70 x 82 Rockets
Sixers 112 x 85 Kings
Pistons 86 x 100 Mavericks
Grizzlies 95 x 100 Thunder
Bucks 106 x 103 Spurs
Jazz 113 x 105 Cavaliers
Warriors 111 x 106 Heat (OT)
Marcadores: Blazers, Bulls, Clippers, Lakers, Suns, Wolves
Análise da rodada de 3ª (10/01/12)
por Carlos Petry
A rodada da terça-feira teve 11 partidas. Destaco 3 delas:
Wolves 100 x 111 Bulls: No meio do segundo quarto, o Bulls vencia o jogo por 48x24. Parecia que a partida estava definida ali, mas Rubio mudou as coisas. O Wolves, até o intervalo, reduziu a diferença para 6 pontos e chegou a estar à frente no placar no segundo tempo. No fim das contas, o Bulls venceu (Rose foi brilhante, com 31 pontos e 11 assistências), mas Rubio mostrou, mais uma vez, que a transição da Europa para a NBA não está sendo um problema para ele; muito pelo contrário, está fazendo muitíssimo bem ao armador espanhol. Pela quarta vez na temporada, Rubio chegou a dígitos duplos em assistências (12). Além disso, marcou 13 pontos, pegou 4 rebotes e conseguiu 4 roubos de bola. O Wolves perdeu mais uma vez, mas a torcida aplaudiu ao final do jogo. Rubio começou o segundo tempo em quadra, o que pode indicar que seus dias como reserva estão contados. Para o Bulls, a vitória acabou sendo bem mais difícil do que parecia.
Blazers 105 x 97 Clippers: Talvez o duelo mais esperado da noite, entre uma das melhores equipes até aqui e uma das mais badaladas. Não é segredo para ninguém que o Blazers é páreo duríssimo jogando em casa, e com o Clippers não foi diferente. Chris Paul teve uma partida abaixo de sua capacidade, com apenas 11 pontos e 3 assistências, e não conseguiu fazer o restante da equipe jogar. Pelo Blazers, todos os titulares fizeram pelo menos 12 pontos, com quatro deles atingindo 17 ou mais. Foi com esse equilíbrio que a equipe de Portland se manteve invicta jogando em casa.
Lakers 99 x 83 Suns: Após um início de temporada péssimo, o Suns havia mostrado, nas duas partidas anteriores, um bom ataque e uma defesa surpreendentemente eficaz. O Lakers, por sua vez, havia vencido suas últimas seis partidas no Staples Center. Kobe não perdeu tempo, marcando 17 pontos no último quarto. E ele não diminuiu o ritmo até o fim, chegando ao final da partida com 48. O Suns conseguiu manter o jogo equilibrado até a metade do último quarto. Dali em diante, o Lakers dominou, neutralizando o ataque da equipe do Arizona e não tendo dificuldades para pontuar no outro lado da quadra. Assim, o Lakers chegou à sua sétima vitória consecutiva jogando em casa, e Kobe continuou a excelente fase da última semana.
Demais resultados:
Wizards 93 x 78 Raptors
Bobcats 70 x 82 Rockets
Sixers 112 x 85 Kings
Pistons 86 x 100 Mavericks
Grizzlies 95 x 100 Thunder
Bucks 106 x 103 Spurs
Jazz 113 x 105 Cavaliers
Warriors 111 x 106 Heat (OT)
Marcadores: Blazers, Bulls, Clippers, Lakers, Suns, Wolves
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Marcadores: Blazers, Bulls, Celtics, Grizzlies, Hawks, Lakers, Magic, Nuggets, Pacers, Rockets, Spurs, Suns, Thunder
Análise dos jogos do final de semana (06, 07 e 08/01/12)
por Carlos Petry
Sexta-feira (06/01):
A rodada de sexta foi bastante movimentada, com 12 jogos. Destaque para:
Celtics 74 x 87 Pacers: Em um duelo entre uma equipe conhecida por sua mentalidade defensiva e outra que vai demonstrando grande capacidade de marcação, o resultado fez sentido: poucos pontos. O Pacers continuou demonstrando dificuldades no ataque, com apenas 40,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Por outro lado, a defesa da equipe de Indiana forçou o Celtics a um aproveitamento de apenas 39,4%. O Pacers continuou demonstrando ter várias opções ofensivas, contando com 6 jogadores com pelo menos 11 pontos na partida. Pelo Celtics, Ray Allen continuou sua excelente temporada com 23 pontos (7-11 FG, 4-5 3pts), mas o restante do time não foi bem. A vitória do Pacers mostra que a equipe, mesmo em processo de entrosamento, tem bom potencial para brigar por uma das principais colocações do Leste. Já o Celtics continua com altos e baixos neste início de temporada.
Magic 83 x 97 Bulls: Foi o confronto entre duas equipes em trajetórias opostas: o Bulls continua em ascensão, após uma excelente temporada 2010/11; o Magic está em declínio, após ser eliminado na primeira fase dos playoffs da temporada passada e ver seu melhor jogador pedindo para ser trocado. De um lado, o jogo exibiu o sentido coletivo e a fortíssima defesa do Bulls; de outro, a força e o domínio de Dwight Howard (28 pontos e 15 rebotes). Venceu a força coletiva, que também contou com belas atuações individuais: Rose esteve próximo de um triplo duplo, com 21 pontos, 8 rebotes e 10 assistências; Carlos Boozer fez 20 pontos e pegou 13 rebotes; e Kyle Korver matou 5 bolas de 3 pontos e acabou com 18 pontos. O Bulls é, talvez, o time que mais impressiona neste início de temporada: mesmo tendo jogado 6 das suas primeiras 8 partidas fora de casa, terminou a sexta-feira com 7 vitórias e apenas 1 derrota (nota: no dia seguinte, o Bulls perdeu feio para o Hawks, caindo para 7-2). Já o Magic continua sem rumo, vivendo a incerteza do que acontecerá com seu grande jogador.
Suns 102 x 77 Blazers: O time de Portland chegou a Phoenix com a melhor campanha do Oeste, enquanto que o time do deserto recebeu seu adversário após uma série de atuações de baixa qualidade. Portanto, o resultado da partida acabou sendo a grande surpresa da rodada. Desde o início, o Suns demonstrou uma intensidade e um ritmo que ainda não havia apresentado na temporada. Por outro lado, o Blazers parecia cansado e desanimado. Com um calendário cheio de jogos e poucos dias de descanso, isso ocorrerá com alguma frequência: bons times jogarão mal, e times não tão bons assim tirarão proveito disso. Para não tirar o mérito do Suns, Steve Nash fez sua melhor partida da temporada, sendo perfeito nos arremessos (7-7 FG, 2-2 3pt, 1-1 FT) e dando 9 assistências. O novato Markieff Morris também foi bem, com 13 pontos e 9 rebotes pelo time de Phoenix. Mas não se enganem: o resultado do jogo não indica a qualidade nem a ambição das duas equipes. O Blazers continua sendo muito forte, e o Suns continua tendo grandes limitações. Mas na temporada pós-locaute, jogos assim serão rotina.
Demais resultados:
Raptors 85 x 97 Nets
Bobcats 96 x 102 Hawks (OT)
Sixers 96 x 73 Pistons
Wizards 96 x 99 Knicks
Hornets 88 x 96 Nuggets
Thunder 109 x 94 Rockets
Wolves 87 x 98 Cavaliers
Jazz 94 x 85 Grizzlies
Lakers 97 x 90 Warriors
Sábado (07/01)
Foram mais 10 jogos, dos quais eu destaco:
Hawks 109 x 94 Bulls: O Hawks vinha no seu terceiro jogo em três noites, sendo que, dos dois anteriores, um havia terminado na 3ª prorrogação (derrota para o Heat sem Lebron e Wade)
e outro na 1ª prorrogação (vitória sobre o Bobcats). O que esperar da equipe de Atlanta? Pouco, quase nada. Principalmente contra o Bulls, que vinha com uma campanha de 7-1 (com 6 jogos fora de casa). Mas foi o Bulls que jogou como a equipe exausta. O Hawks dominou do início ao fim e chegou a liderar por mais de 20 pontos. Josh Smith teve incrível atuação, com 25 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 4 roubos e 6 tocos. A defesa do Bulls parece simplesmente não ter viajado com o time para Atlanta, pois permitiu que o Hawks acertasse 56,7% de seus arremessos. Às vezes a NBA é assim, difícil de explicar.
Rockets 95 x 98 Thunder: Após perder em Oklahoma na noite anterior, o Rockets tentava se vingar jogando em casa. Sem contar com Lowry pela segunda noite consecutiva, a equipe texana apostou mais uma vez no reserva Goran Dragic, que não desapontou: teve 20 pontos e 8 assistências. Mas no fim do jogo, a confiança do Thunder e a falta de entrosamento de Dragic com os titulares falou mais alto: o Rockets teve a chance de empatar, mas o armador esloveno, numa tentativa de passe para Scola, jogou a bola na torcida. Pelo Thunder, Durant não foi bem o jogo todo, mas acabou fazendo várias cestas importantes no último quarto. O mesmo ocorreu com Harden. Westbrook teve bom aproveitamento de quadra, acertando 10 de suas 20 tentativas. O banco do time de Oklahoma foi fundamental, fazendo 40 pontos (contra 27 do banco do Rockets).
Spurs 121 x 117 Nuggets: Quando Ginóbili sofreu uma lesão na mão, muita gente (inclusive eu) previu que o Spurs teria sérios problemas. Desde então, o Spurs conquistou 3 vitórias seguidas, graças a inesperadas contribuições de diversos jogadores. Na partida do sábado, a grande surpresa foi Danny Green: o ala-armador terminou o jogo com 24 pontos, 7 rebotes, 2 assistências, 2 roubos e 2 tocos. Além dele, o Spurs contou com outros 6 jogadores atingindo pelo menos 10 pontos, dentre eles o brasileiro Tiago Splitter, que também pegou 5 rebotes. Danilo Gallinari teve grande atuação ofensiva pelo Nuggets, com 31 pontos. O Nuggets, aliás, foi muito bem no ataque, com um aproveitamento de 56,8% de seus arremessos. Mesmo assim, o Spurs conseguiu a vitória. Vale lembrar que, desde o ano passado, a equipe do Texas vem se tornando cada vez menos voltada para a defesa e mais voltada para o ataque, o que faz sentido com o declínio de Tim Duncan. Será que conseguirão manter o excelente desempenho sem Ginóbili? Difícil dizer, mas os primeiros sinais são bastante positivos.
Demais resultados:
Pacers 99 x 77 Bobcats
Nets 90 x 101 Heat
Pistons 80 x 103 Knicks
Raptors 62 x 97 Sixers
Hornets 81 x 96 Mavericks
Clippers 92 x 86 Bucks
Warriors 87 x 88 Jazz
Domingo (08/01)
A rodada contou com seis partidas. Destaque para:
Thunder 108 x 96 Spurs: O Thunder estava em seu terceiro jogo em três noites, o Spurs "apenas" em seu segundo. Ainda assim, a equipe de Oklahoma dominou desde o início, graças a boas atuações do trio Durant/Westbrook/Harden e também do banco, que mais uma vez se destacou, com 53 pontos. O novato Reggie Jackson, substituto de Eric Maynor, que sofreu séria lesão no joelho e está fora da temporada, se saiu bem em seu primeiro teste, com 11 pontos e 4 assistências. Pelo Spurs, destaque para outro novato, Kawhi Leonard, que anotou 13 pontos e pegou 10 rebotes.
Lakers 90 x 82 Grizzlies: Após um péssimo desempenho no jogo contra o Nuggets em Denver, no qual acertou apenas 6 dos 28 arremessos tentados, Kobe vem em uma ótima sequência: após 3 jogos seguidos com pelo menos 30 pontos, Bryant teve 26 pontos e 9 assistências contra o Grizzlies. Assim, mesmo tendo cometido 27 turnovers, o Lakers conseguiu bater a equipe de Memphis, que vai sentindo muito a falta de Zach Randolph. O banco do Grizzlies, que marcou 46 pontos, manteve a equipe no jogo, mas isso não foi o suficiente para a vitória. O Lakers chegou à sua sexta vitória consecutiva em casa (a equipe ainda não venceu fora de Los Angeles).
Demais resultados:
Wizards 72 x 93 Wolves
Kings 97 x 104 Magic
Suns 109 x 93 Bucks
Blazers 98 x 78 Cavs
A rodada de sexta foi bastante movimentada, com 12 jogos. Destaque para:
Celtics 74 x 87 Pacers: Em um duelo entre uma equipe conhecida por sua mentalidade defensiva e outra que vai demonstrando grande capacidade de marcação, o resultado fez sentido: poucos pontos. O Pacers continuou demonstrando dificuldades no ataque, com apenas 40,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Por outro lado, a defesa da equipe de Indiana forçou o Celtics a um aproveitamento de apenas 39,4%. O Pacers continuou demonstrando ter várias opções ofensivas, contando com 6 jogadores com pelo menos 11 pontos na partida. Pelo Celtics, Ray Allen continuou sua excelente temporada com 23 pontos (7-11 FG, 4-5 3pts), mas o restante do time não foi bem. A vitória do Pacers mostra que a equipe, mesmo em processo de entrosamento, tem bom potencial para brigar por uma das principais colocações do Leste. Já o Celtics continua com altos e baixos neste início de temporada.
Magic 83 x 97 Bulls: Foi o confronto entre duas equipes em trajetórias opostas: o Bulls continua em ascensão, após uma excelente temporada 2010/11; o Magic está em declínio, após ser eliminado na primeira fase dos playoffs da temporada passada e ver seu melhor jogador pedindo para ser trocado. De um lado, o jogo exibiu o sentido coletivo e a fortíssima defesa do Bulls; de outro, a força e o domínio de Dwight Howard (28 pontos e 15 rebotes). Venceu a força coletiva, que também contou com belas atuações individuais: Rose esteve próximo de um triplo duplo, com 21 pontos, 8 rebotes e 10 assistências; Carlos Boozer fez 20 pontos e pegou 13 rebotes; e Kyle Korver matou 5 bolas de 3 pontos e acabou com 18 pontos. O Bulls é, talvez, o time que mais impressiona neste início de temporada: mesmo tendo jogado 6 das suas primeiras 8 partidas fora de casa, terminou a sexta-feira com 7 vitórias e apenas 1 derrota (nota: no dia seguinte, o Bulls perdeu feio para o Hawks, caindo para 7-2). Já o Magic continua sem rumo, vivendo a incerteza do que acontecerá com seu grande jogador.
Suns 102 x 77 Blazers: O time de Portland chegou a Phoenix com a melhor campanha do Oeste, enquanto que o time do deserto recebeu seu adversário após uma série de atuações de baixa qualidade. Portanto, o resultado da partida acabou sendo a grande surpresa da rodada. Desde o início, o Suns demonstrou uma intensidade e um ritmo que ainda não havia apresentado na temporada. Por outro lado, o Blazers parecia cansado e desanimado. Com um calendário cheio de jogos e poucos dias de descanso, isso ocorrerá com alguma frequência: bons times jogarão mal, e times não tão bons assim tirarão proveito disso. Para não tirar o mérito do Suns, Steve Nash fez sua melhor partida da temporada, sendo perfeito nos arremessos (7-7 FG, 2-2 3pt, 1-1 FT) e dando 9 assistências. O novato Markieff Morris também foi bem, com 13 pontos e 9 rebotes pelo time de Phoenix. Mas não se enganem: o resultado do jogo não indica a qualidade nem a ambição das duas equipes. O Blazers continua sendo muito forte, e o Suns continua tendo grandes limitações. Mas na temporada pós-locaute, jogos assim serão rotina.
Demais resultados:
Raptors 85 x 97 Nets
Bobcats 96 x 102 Hawks (OT)
Sixers 96 x 73 Pistons
Wizards 96 x 99 Knicks
Hornets 88 x 96 Nuggets
Thunder 109 x 94 Rockets
Wolves 87 x 98 Cavaliers
Jazz 94 x 85 Grizzlies
Lakers 97 x 90 Warriors
Sábado (07/01)
Foram mais 10 jogos, dos quais eu destaco:
Hawks 109 x 94 Bulls: O Hawks vinha no seu terceiro jogo em três noites, sendo que, dos dois anteriores, um havia terminado na 3ª prorrogação (derrota para o Heat sem Lebron e Wade)
e outro na 1ª prorrogação (vitória sobre o Bobcats). O que esperar da equipe de Atlanta? Pouco, quase nada. Principalmente contra o Bulls, que vinha com uma campanha de 7-1 (com 6 jogos fora de casa). Mas foi o Bulls que jogou como a equipe exausta. O Hawks dominou do início ao fim e chegou a liderar por mais de 20 pontos. Josh Smith teve incrível atuação, com 25 pontos, 5 rebotes, 5 assistências, 4 roubos e 6 tocos. A defesa do Bulls parece simplesmente não ter viajado com o time para Atlanta, pois permitiu que o Hawks acertasse 56,7% de seus arremessos. Às vezes a NBA é assim, difícil de explicar.
Rockets 95 x 98 Thunder: Após perder em Oklahoma na noite anterior, o Rockets tentava se vingar jogando em casa. Sem contar com Lowry pela segunda noite consecutiva, a equipe texana apostou mais uma vez no reserva Goran Dragic, que não desapontou: teve 20 pontos e 8 assistências. Mas no fim do jogo, a confiança do Thunder e a falta de entrosamento de Dragic com os titulares falou mais alto: o Rockets teve a chance de empatar, mas o armador esloveno, numa tentativa de passe para Scola, jogou a bola na torcida. Pelo Thunder, Durant não foi bem o jogo todo, mas acabou fazendo várias cestas importantes no último quarto. O mesmo ocorreu com Harden. Westbrook teve bom aproveitamento de quadra, acertando 10 de suas 20 tentativas. O banco do time de Oklahoma foi fundamental, fazendo 40 pontos (contra 27 do banco do Rockets).
Spurs 121 x 117 Nuggets: Quando Ginóbili sofreu uma lesão na mão, muita gente (inclusive eu) previu que o Spurs teria sérios problemas. Desde então, o Spurs conquistou 3 vitórias seguidas, graças a inesperadas contribuições de diversos jogadores. Na partida do sábado, a grande surpresa foi Danny Green: o ala-armador terminou o jogo com 24 pontos, 7 rebotes, 2 assistências, 2 roubos e 2 tocos. Além dele, o Spurs contou com outros 6 jogadores atingindo pelo menos 10 pontos, dentre eles o brasileiro Tiago Splitter, que também pegou 5 rebotes. Danilo Gallinari teve grande atuação ofensiva pelo Nuggets, com 31 pontos. O Nuggets, aliás, foi muito bem no ataque, com um aproveitamento de 56,8% de seus arremessos. Mesmo assim, o Spurs conseguiu a vitória. Vale lembrar que, desde o ano passado, a equipe do Texas vem se tornando cada vez menos voltada para a defesa e mais voltada para o ataque, o que faz sentido com o declínio de Tim Duncan. Será que conseguirão manter o excelente desempenho sem Ginóbili? Difícil dizer, mas os primeiros sinais são bastante positivos.
Demais resultados:
Pacers 99 x 77 Bobcats
Nets 90 x 101 Heat
Pistons 80 x 103 Knicks
Raptors 62 x 97 Sixers
Hornets 81 x 96 Mavericks
Clippers 92 x 86 Bucks
Warriors 87 x 88 Jazz
Domingo (08/01)
A rodada contou com seis partidas. Destaque para:
Thunder 108 x 96 Spurs: O Thunder estava em seu terceiro jogo em três noites, o Spurs "apenas" em seu segundo. Ainda assim, a equipe de Oklahoma dominou desde o início, graças a boas atuações do trio Durant/Westbrook/Harden e também do banco, que mais uma vez se destacou, com 53 pontos. O novato Reggie Jackson, substituto de Eric Maynor, que sofreu séria lesão no joelho e está fora da temporada, se saiu bem em seu primeiro teste, com 11 pontos e 4 assistências. Pelo Spurs, destaque para outro novato, Kawhi Leonard, que anotou 13 pontos e pegou 10 rebotes.
Lakers 90 x 82 Grizzlies: Após um péssimo desempenho no jogo contra o Nuggets em Denver, no qual acertou apenas 6 dos 28 arremessos tentados, Kobe vem em uma ótima sequência: após 3 jogos seguidos com pelo menos 30 pontos, Bryant teve 26 pontos e 9 assistências contra o Grizzlies. Assim, mesmo tendo cometido 27 turnovers, o Lakers conseguiu bater a equipe de Memphis, que vai sentindo muito a falta de Zach Randolph. O banco do Grizzlies, que marcou 46 pontos, manteve a equipe no jogo, mas isso não foi o suficiente para a vitória. O Lakers chegou à sua sexta vitória consecutiva em casa (a equipe ainda não venceu fora de Los Angeles).
Demais resultados:
Wizards 72 x 93 Wolves
Kings 97 x 104 Magic
Suns 109 x 93 Bucks
Blazers 98 x 78 Cavs
Marcadores: Blazers, Bulls, Celtics, Grizzlies, Hawks, Lakers, Magic, Nuggets, Pacers, Rockets, Spurs, Suns, Thunder
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