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Palpites para a temporada


Chegou o dia. Hoje começa mais uma temporada da NBA. E para celebrar a volta da nossa liga favorita, seguem alguns palpites do que acontecerá na temporada 2012/13.


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Playoffs - Análise dos jogos do dia 30.04

Heat 104 x 94 Knicks

O Knicks encontrou maneiras de envolver Carmelo Anthony no ataque. Ainda assim, o Heat foi superior o jogo inteiro e dominou a partida. O Knicks ainda não encontrou respostas para o ataque do Heat. LeBron e Wade estão conseguindo pontuar e, também, criar oportunidades para os arremessadores de perímetro, que estão tirando proveito delas. Pra completar, o Knicks provavelmente não contará com Amar'e Stoudemire pelo resto da série, pois o ala-pivô saiu do jogo frustrado, deu um soco no vidro ao lado de um extintor de incêndio e cortou sua mão. A fase realmente não é boa para o Knicks.

Chaves para o jogo 3

Heat:
- Sem Amar'e, o Knicks deverá colocar Melo na posição "4", algo que vinha dando certo antes do retorno de Stoudemire. O Heat deve responder utilizando LeBron na mesma posição, a fim de tentar impedir que Anthony entre em um ritmo ofensivo perigoso
- Do ponto de vista psicológico, o Heat deve aproveitar o bom momento e tentar vencer o jogo 3 a todo custo. A temporada do Knicks está por um fio e a equipe de NY vai tentar usar o apoio de sua torcida para recuperar o ânimo. Cabe ao Heat se impor logo no início e jogar a torcida do Knicks contra a equipe

Knicks:
- A ausência de Amar'e pode, no fim das contas, melhorar a defesa do Knicks. Sem ele em abril, a equipe de NY teve os melhores níveis de eficiência defensiva da NBA. Além disso, Melo deverá ser colocado na posição "4", o que provavelmente abrirá espaço no perímetro para arremessadores como Novak e JR Smith
- Fazer o fator local falar mais alto. O Heat teve sérias dificuldades jogando fora de casa na segunda parte da temporada. LeBron e Wade se sentiram muito confortáveis em Miami nos dois primeiros jogos. Cabe ao Knicks fazer com que eles não se sintam à vontade na Mecca do basquete

Pacers 93 x 78 Magic

Após a vitória no jogo 1, o Magic relaxou. Por outro lado, o Pacers se recuperou do choque e dominou a segunda partida. O primeiro jogo em Orlando deverá nos mostrar se a vitória do Magic no jogo 1 foi uma exceção ou se teremos uma série equilibrada até o fim.

Chaves para o jogo 3

Pacers:
- Continuar explorando a falta de presença defensiva no garrafão do Magic. West foi mais utilizado no jogo 2, algo que deve continuar pelo resto da série. Hibbert precisa encontrar maneiras de contribuir mais ofensivamente. Até agora, ele vem com apenas 6 pontos de média na série, mesmo sendo marcado por um jogador 20 cm mais baixo
- Não deixar o Magic se sentir confortável. Sufocar a equipe no jogo de meia quadra e limitar as oportunidades de contra-ataque. Uma vitória do Pacers no jogo 3 pode encaminhar uma possível classificação em 5 jogos

Magic:
- Elevar a velocidade do jogo, tentando criar o máximo possível de cestas fáceis. A equipe não possui uma presença de garrafão consistente, portanto precisa fazer o jogo de perímetro funcionar
- Forçar o Pacers a criar do perímetro e não do garrafão. Hibbert e West levam enorme vantagem sobre os jogadores de garrafão do Magic. No entanto, no perímetro o jogo se equilibra um pouco mais. Se a equipe conseguir fazer com que os armadores do Pacers tirem oportunidades ofensivas dos alas e pivôs, o Magic terá uma chance

Thunder 102 x 99 Mavericks

Mais uma vez, o jogo da noite. O Thunder chegou a abrir boa vantagem no segundo quarto, mas logo o Mavericks buscou e voltou para a partida. Durant, mais uma vez, teve baixo aproveitamento. Westbrook liderou a equipe ofensivamente, e o veterano Derek Fisher teve importante participação, principalmente no primeiro tempo. Agora, o Mavericks vai para Dallas após duas chances desperdiçadas e obrigado a vencer as duas partidas para se manter com boas chances na série. O Thunder, sem dúvida, tentará vencer uma das partidas no Texas a todo custo.

Chaves para o jogo 3

Thunder:
- Continuar procurando por maneiras de conter Nowitzki. O alemão teve chances claras de colocar a equipe de Dallas à frente no jogo de ontem, mas errou. O Thunder não pode esperar que isso volte a acontecer
- Buscar formas de melhorar a eficiência de Durant. Marion está fazendo excelente marcação, mas o ala do Thunder está tentando arremessos de alto grau de dificuldade. Algumas cestas fáceis aqui e ali podem abrir o jogo e recuperar a confiança do cestinha da NBA

Mavericks:
- Executar melhor no fim da partida. A equipe poderia ter pedido tempo no final do jogo 2 para criar uma jogada para Nowitzki definir. No entanto, isso não aconteceu e Jason Terry errou dois arremessos com graus de dificuldade absurdos
- Forçar o Big 3 do Thunder a arremessar mais do perímetro, diminuindo o número de oportunidades para ataques à cesta. Durant, Harden e Westbrook cobraram, no total, 34 lances livres no jogo 2, acertando 32 deles. Conceder lances livres para o trio de OKC é praticamente dar pontos à equipe, pois os três jogadores passam dos 80% de aproveitamento na linha (Durant: 86%, Harden: 85%, Westbrook: 82%)


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Playoffs - Análise dos jogos do dia 28.04

Não sei se conseguirei fazer um post desses em cada dia dos playoffs (provavelmente não), mas sempre que possível vou tentar.

Vamos aos jogos que ocorreram ontem:

Bulls 103 x 91 Sixers

Em termos de resultado e atuação das equipes, tudo foi como o esperado. O Bulls, com a melhor defesa e um dos melhores ataques da NBA, dominou a inferior equipe do Sixers. Mas maior que isso foi a triste lesão no joelho de Derrick Rose, que está fora do resto da temporada. O Bulls venceu, mas não saiu nada feliz.

Chaves para o jogo 2

Bulls: Unir-se e motivar-se para enfrentar os playoffs sem seu principal jogador. A equipe deve olhar para o bom desempenho sem Rose durante o ano como motivo para continuar confiante. O grande perigo será o baque psicológico.

Sixers: Tentar tirar proveito de uma possível fragilidade psicológica do Bulls para se impor na série. Não tenho dúvidas de que Doug Collins não desejava uma lesão dessas a um adversário, mas é essa a realidade e a equipe precisa procurar qualquer vantagem para se sobressair. No entanto, ainda me parece tarefa dificílima para o Sixers.

Heat 100 x 67 Knicks

O jogo foi muito frustrante para o Knicks. No segundo quarto, os árbitros perderam totalmente o controle da partida, permitindo que o Heat fosse agressivo na defesa e marcando qualquer contato do Knicks. Daí em diante, o Knicks perdeu a cabeça e não houve mais partida.

Mas a preocupação do Knicks vai além da arbitragem. Ainda no 1º quarto, a equipe só marcou 18 pontos e não conseguiu envolver Melo, que acabou forçando arremessos do perímetro. O Heat colocou LeBron entre Anthony e o passador, impedindo que ele recebesse a bola em sua posição favorita. O Knicks respondeu a isso forçando arremessos e jogando no mano a mano. Obviamente, não deu certo.

Chaves para o jogo 2:

Heat:
- Manter o esquema defensivo do jogo 1, pelo menos até o Knicks fazer ajustes que o inviabilizem. Continuar forçando turnovers para gerar cestas fáceis
 - Se o Knicks tentar colocar Melo na posição "4", mover LeBron para a mesma posição, para não precisar mudar os matchups nem dar ritmo para Anthony

Knicks:
- Encontrar maneiras de diversificar o ataque e torná-lo menos previsível. Tentar envolver Amar'e no pick and roll a fim de transferir o foco da defesa do Heat, possivelmente abrindo espaços para Melo operar
- Manter a cabeça no lugar, pois o Heat tem a reputação de uma defesa agressiva, o que acaba permitindo que a equipe de Miami cometa algumas faltas e saia impune, principalmente em casa. O Knicks precisa ganhar o jogo 2. Se conseguir, a situação se inverterá e a pressão estará do lado do Heat. No entanto, se perder, as coisas começarão a complicar

Pacers 77 x 81 Magic

Para quem pensava que o Magic seria varrido e a série não teria graça, o jogo 1 foi uma bela surpresa. Stan Van Gundy montou um bom esquema defensivo e tornou o Magic competitivo mesmo sem Dwight. Além disso, contou com um péssimo final de partida do Pacers, que desperdiçou diversas chances de definir o jogo. Richardson foi incrível nos últimos minutos, e a equipe do Magic mostrou que será, pelo menos, um adversário à altura.

Chaves para o jogo 2

Pacers: explorar o fraco garrafão do Magic. Por ser todo focado no perímetro, o ataque do time de Orlando terá altos e baixos. Basta ao Pacers, portanto, ser consistente. Para isso, precisa utilizar mais David West, que levou enorme vantagem sobre Ryan Anderson quando foi acionado.

Magic: não se dar por satisfeito com a vitória no jogo 1. Para vencer a série, a equipe precisará valorizar cada jogo. Os jogos em Orlando não serão fáceis, o que significa que a equipe deve tentar vencer o jogo 2 para chegar com uma ampla vantagem na terra do Mickey.

Thunder 99 x 98 Mavericks

O grande jogo do primeiro dia de playoffs. Durant decidiu com um arremesso de incrível grau de dificuldade, após 48 minutos disputadíssimos. O Mavericks não teme o Thunder, sabe que pode competir de igual para igual com o time de Oklahoma e mostrou isso no jogo. No fim, o Thunder conseguiu forçar alguns turnovers e equilibrou o jogo nos contra-ataques. Westbrook carregou a equipe nos 3 primeiros quartos. Harden foi extremamente eficiente, como sempre. E Durant, com baixo aproveitamento no jogo inteiro, foi decisivo no final. Destaque, também, para Ibaka, que anotou 22 pontos e deu 6 tocos. Pelo Mavs, Nowitzki foi incrível, Terry foi muito bem e o time todo se mostrou pronto para o embate. Esta pode ser a melhor série da 1ª fase.

Chaves para o jogo 2

Thunder:
- Saber distribuir as posses entre Durant, Westbrook e Harden de acordo com os seus aproveitamentos e com as situações que o jogo apresenta
- Tirar proveito das trocas de marcação que colocam jogadores mais baixos, como West e Kidd, em Durant
- Forçar turnovers, quebrando o ritmo ofensivo do Mavs e criando cestas fáceis
- Evitar situações em que Perkins precise marcar Nowitzki no perímetro

Mavericks:
 - Manter Westbrook longe da cesta. É preferível que ele acerte alguns arremessos de média distância, pois assim não dá ritmo ao resto da equipe. Se o Mavs deixá-lo atacar a cesta, oportunidades fáceis para Durant e Ibaka serão criadas
- Manter Marion marcando Durant o máximo de tempo possível. Ele não consegue parar o ala, mas o defende bem
- Utilizar a defesa por zona, mas não abusar dela. O Thunder parece estar aprendendo a lidar melhor com esse tipo de marcação
- Limitar os turnovers. É praticamente impossível parar o Thunder em transição


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Estatísticas avançadas da 6ª

Esta semana, vamos ver o quanto as estatísticas avançadas que vimos duas semanas atrás mudaram.

(Clique aqui para entender o que são estatísticas avançadas)

Quais são os ataques mais eficientes da NBA até aqui?

1. Chicago Bulls (OffEff: 105,7)
2. Philadelphia 76ers (OffEff: 105,6)
3. Miami Heat (OffEff: 105,6)
4. Denver Nuggets (OffEff: 105,1)
5. Oklahoma City Thunder (OffEff: 104,9)

Quais são as defesas mais eficientes da NBA até aqui?

1. Philadelphia 76ers (DefEff: 92,8)
2. Chicago Bulls (DefEff: 93,5)
3. Dallas Mavericks (DefEff: 94,1)
4. Atlanta Hawks (DefEff: 95,4)
5. Boston Celtics (DefEff: 96,0)

Observações: Embora tenha caído um pouco, o Philadelphia 76ers continua com índices impressionantes, com o segundo ataque e a primeira defesa mais eficiente. O Bulls, por sua vez, tem o ataque mais eficiente e a segunda melhor defesa. Estatisticamente, Bulls e Sixers aparecem, claramente, como as duas equipes mais completas da temporada. A equipe de Chicago, treinada pelo especialista defensivo Tom Thibodeau, agora tem também um ataque invejável. Isso se deve muito ao elenco forte -- que mostrou toda a sua competência durante a semana em que Rose ficou fora por lesão, vencendo 4 de 5 partidas sem o armador -- e à chegada de Rip Hamilton, que dá uma nova opção ofensiva à equipe e até contribui um pouco na armação de jogadas. Outro time que merece destaque é o Mavs, que aparece como uma das melhores defesas da liga até aqui. Com a saída de Tyson Chandler, imaginava-se que o time de Dallas teria dificuldades defensivas e precisaria depender mais de seu ataque. No entanto, o que vem acontecendo é o contrário: a defesa está bem e o ataque tem sido muito inconsistente. O Celtics, mesmo em uma temporada muito complicada até aqui, começa a crescer na defesa (algo que ficou evidente na impressionante virada de ontem contra o Magic).

Que jogadores têm usado mais posses de bola na NBA até aqui?

1. Kobe Bryant (38,9%)
2. Carmelo Anthony (34,4%)
3. LeBron James (33,3%)
4. Monta Ellis (32,1%)
5. Russell Westbrook (32,1%)

Observações:
Poucas mudanças com relação aos números de duas semanas atrás. Kobe reduziu um pouco, mas não muito, o seu uso. LeBron pulou da quarta para a terceira posição, e Westbrook se manteve com maior uso do que seu companheiro Kevin Durant.

Outras estatísticas interessantes:

- Tim Duncan está acertando 58% dos arremessos de meia distância (de 5 a 7 metros da cesta). Nas últimas 5 temporadas, seu aproveitamento nunca passou de 43%. Brandon Bass também tem ótimo aproveitamento dali, acertando 57%.

- Já John Wall só acertou 22% dos arremessos de média distância até o momento. Mesmo assim, ele tenta, em média, 4,9 arremessos desse tipo por partida. Andray Blatche, também do Wizards, acertou 34% das tentativas de mid-range, e também continua forçando demais: 5,2 vezes por jogo. Isso ajuda a explicar a péssima campanha do Wizards, não é mesmo?

- Quando está em quadra, Dwight Howard pega 24% dos rebotes disponíveis. Na defesa, pega 37,2% deles. Os dois índices são maiores do que de qualquer outro jogador da liga. Reggie Evans pega 16,9% dos rebotes no ataque, sendo líder na categoria.

- Dentre os times, o Chicago Bulls pega 31,84% dos rebotes no ataque, sendo o líder na categoria. Já o Celtics pega apenas 22,8%, ficando na última posição.

- O Orlando Magic pega 78,6% dos rebotes na defesa, melhor índice da liga. O Kings, último colocado, pega apenas 68,7%.

- O Wizards é o time com o maior índice de tocos, bloqueando 7,9% dos arremessos dos adversários. O Detroit Pistons e o Minnesota Timberwolves bloqueiam apenas 4,1% dos arremessos, aparecendo empatados no último lugar.

- O time que está jogando no ritmo mais rápido na NBA é o Denver Nuggets, que utiliza 98,5 posses de bola por jogo. O New York Knicks é o segundo, com 96,6.

- Os dois times mais lentos são o Boston Celtics e o New Orleans Hornets, ambos com 90,6.

- O Suns, conhecido pelo run-and-gun, aparece apenas em 21º lugar (93,3). No ano passado, a equipe teve o oitavo maior índice (96,5).


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Estatísticas avançadas de 6ª

O arremesso de meia distância

Dentre os armadores e alas abaixo, quem é o melhor arremessador de média distância (arremessos de 5 a 7 metros de distância)?

Kobe Bryant: 48% na temporada atual, 38% em 2010-11, 41% em 2009-10, 42% em 2008-09, 38% em 2007-08, 42% em 2006-07

Carmelo Anthony: 34% na temporada atual, 40% em NY 2010-11, 43% em Denver em 2010-11, 40% em 2009-10, 39% em 2008-09, 44% em 2007-08, 39% em 2006-07

Paul Pierce: 16% na temporada atual, 42% em 2010-11, 38% em 2009-10, 41% em 2008-09, 42% em 2007-08, 40% em 2006-07

LeBron James: 42% na temporada atual, 45% em 2010-11, 40% em 2009-10, 40% em 2008-09, 37% em 2007-08, 34% em 2006-07

Steve Nash: 62% na temporada atual, 44% em 2010-11, 46% em 2009-10, 49% em 2008-09, 50% em 2007-08, 50% em 2006-07

Dwyane Wade: 32% na temporada atual, 37% em 2010-11, 36% em 2009-10, 42% em 2008-09, 37% em 2007-08, 38% em 2006-07

Ray Allen: 31% na temporada atual, 46% em 2010-11, 45% em 2009-10, 49% em 2008-09, 46% em 2007-08, 41% em 2006-07

Chris Paul: 54% na temporada atual, 45% em 2010-11, 45% em 2009-10, 44% em 2008-09, 45% em 2007-08, 41% em 2006-07

Observações: Analisando os dados das últimas 5 temporadas, fica claro que, da lista acima, os arremessadores mais consistentes são Steve Nash, Ray Allen e Chris Paul. Com relação aos demais, percebe-se que, consideradas as variações ano a ano, Kobe, Melo, Pierce e LeBron estão mais ou menos no mesmo nível, com Wade um pouco abaixo deles. 

Quanto aos dados da temporada atual, vale observar que a amostragem ainda é muito pequena para se tirar conclusões definitivas. No entanto, é possível fazer algumas considerações importantes:

1) Kobe está com um aproveitamento que foge de sua norma, o que leva a crer que seus números tendem a cair ao longo do ano.
2) Nash está com incrível aproveitamento de meia distância. Embora seja difícil imaginar que ele mantenha o atual aproveitamento, é possível que, após dois anos de declínio, ele esteja retornando ao seu índice costumeiro.
3) Chamam a atenção os baixíssimos aproveitamentos de Pierce e Allen. Na verdade, os números podem ser um motivo para certa esperança por parte dos torcedores do Celtics. Ao longo da temporada, é bem provável que Allen e Pierce melhorem bastante o aproveitamento atual, que pode ser um dos motivos por trás da fraca campanha do time de Boston.

E dentre os alas-pivôs, quem tem o melhor aproveitamento?

Dirk Nowitzki:
53% na temporada atual, 52% em 2010-11, 46% em 2009-10, 47% em 2008-09, 48% em 2007-08, 51% em 2006-07

Amar'e Stoudemire: 28% na temporada atual, 44% em 2010-11, 42% em 2009-10, 46% em 2008-09, 48% em 2007-08, 48% em 2006-07

Chris Bosh: 34% na temporada atual, 45% em 2010-11, 43% em 2009-10, 47% em 2008-09, 41% em 2007-08, 43% em 2006-07

LaMarcus Aldridge: 51% na temporada atual, 41% em 2010-11, 41% em 2009-10, 40% em 2008-09, 40% em 2007-08, 39% em 2006-07

Pau Gasol: 52% na temporada atual, 49% em 2010-11, 48% em 2009-10, 42% em 2008-09, 56% no Lakers em 2007-08, 37% no Grizzlies em 2007-08, 41% em 2006-07

Kevin Garnett: 44% na temporada atual, 47% em 2010-11, 46% em 2009-10, 44% em 2008-09, 48% em 2007-08, 43% em 2006-07

Observações:

Não é surpresa nenhuma que o melhor da lista é Dirk Nowitzki. Nas últimas 5 temporadas, seu aproveitamento nunca foi menor do de 46%, atingindo 52% na temporada passada, número melhor do que de todas as temporadas de todos os armadores da lista acima. Depois dele, Gasol, Bosh, Stoudemire e Garnett aparecem em um nível bastante parecido, com Garnett sendo o mais consistente do grupo, e Gasol o melhor nos últimos anos. Surpreendentemente, o jogador com o pior aproveitamento na lista é Aldridge, justamente conhecido por seu arremesso. Os números deixam claro que a evolução do ala-pivô do Blazers no ano passado se deu pelo fato de ele ter se tornado um jogador bem mais agressivo. Aldridge, que costumava tentar entre 3 e 4 arremessos embaixo da cesta por jogo, aumentou esse número para 6 por jogo na temporada 2010-11.

Com relação aos números da temporada atual, destaque para o péssimo aproveitamento de Stoudemire, citado nos Lances Livres de ontem. O ala-pivô, quando jogava pelo Suns, tinha excelente aproveitamento de meia distância, se aproximando dos números de Nowitzki. No entanto, desde que sofreu uma lesão no olho e passou a usar óculos protetores em quadra, seu aproveitamento nunca foi o mesmo, embora ainda bom. Por destoarem tanto dos anos anteriores, presume-se que os números de Stoudemire não passem de uma fase ruim. É o que esperam os torcedores do Knicks.

Outras estatísticas interessantes:


Quem mais arremessa de média distância:

1- Kobe Bryant (9,7 por jogo)
2- LeBron James (7,2)
3- LaMarcus Aldridge (6,8)
4- Gerald Henderson (6,5)
5- Carmelo Anthony (6,4)

Líderes em "And-1s" na NBA:

1- LeBron James (1,17 por jogo)
2- Dwight Howard (1,14)
3- Andrew Bynum (0,82)
4- Kevin Durant (0,80)
5- Andrea Bargnani e Al Horford (0,73)

Quem dá mais assistências para arremessos de 3:

1- Deron Williams (3,7)
2- Ricky Rubio (3,0)
3- Rajon Rondo e Tony Parker (2,7)
5- Chris Paul, Jameer Nelson e Hedo Turkoglu (2,2)

Quem dá mais assistências para arremessos embaixo da cesta (enterradas ou bandejas)

1- Steve Nash (4,2)
2- Andre Miller (4,1)
3- Kyle Lowry e José Calderón (3,6)
5- John Wall e Stephen Curry (3,4)


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Lances Livres de 5ª

Estou sem tempo disponível para escrever hoje, mas vou deixar alguns links para vocês, pelo menos.

Links sugeridos:

Ricardo Stabolito Jr., do Jumper Brasil, fala sobre o encanto de Ricky Rubio: "Questionado sobre atletas a quem o jovem espanhol poderia ser comparado, o treinador David Thorpe – analista da ESPN e que trabalha no desenvolvimento de centenas de jogadores profissionais – afirmou: “Ricky é único”. Para mim, aqui reside o ponto central da discussão, a aura que envolve o badalado calouro. Independente de ser “melhor do que fulano” ou “pior do que sicrano”, Rubio é diferente de tudo que existe na NBA hoje".

Coincidentemente, Denis, do Bola Presa, aborda o mesmo assunto: "Logo após o rebote (do Love, claro) já é possível ver Rubio batendo palmas para receber logo a bola e partindo em velocidade para o ataque. Lá ele encontra jogadores que podem se posicionar em qualquer lugar da quadra: Wayne Ellington, Michael Beasley, Derrick Williams e até Anthony Tolliver, todos, são velozes, sabem infiltrar e tem um arremesso de longa distância. Eles podem se espalhar pela quadra e só esperar que a visão de jogo do Rubio faça o resto. Ou melhor, quase todo o resto. Depois de enxergar é preciso que o passe chegue na medida e nisso Rubio é excepcional. Poucos na NBA, só caras do nível de Steve Nash e Rajon Rondo, conseguem dar passes com uma só mão, na corrida, com a mesma precisão de Rubio. E falo isso sem exagero, por observação pura".

Vinicius Carvalhosa, do Pick and Roll, fala sobre os craques esquecidos da NBA. Sobre Luis Scola: "O argentino chegou à NBA já rodado: foi draftado na segunda rodada em 2002, mas fez carreira pelo Baskonia, da Espanha, antes de ir para os EUA em 2007. Seus direitos pertenciam ao San Antonio Spurs, que o trocou para o Houston Rockets. Hoje, Scola já está consolidado como um dos mais úteis jogadores de garrafão da liga, e suas médias de 14.3 pontos e 8 rebotes por partida comprovam o fato. Muito guerreiro – como todo hermano – Scola é a bola de segurança dentro da área pintada do Rockets".

Pedro Henrique, do All Your Balls, fala do Blazers: "Portland vai dar trabalho (já está dando). E não espere que eles vão apenas figurar nos playoffs. Esse time, se não sofrer com contusões em momentos importantes da temporada e playoffs, pode alcançar ‘algo mais’. Fiquem de olho".


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Estatísticas Avançadas

Quem acompanha basquete conhece as principais estatísticas individuais e coletivas: pontos, rebotes (ofensivos e defensivos), assistências, roubos de bola, tocos, turnovers, aproveitamento de arremessos de quadra, de 3 pontos, de lances livres...

No entanto, ao longo da última década, uma série de novas estatísticas que permitem uma análise ainda mais profunda do que ocorre durante uma partida surgiram. Essas estatísticas são chamadas de Advanced Statistics (Estatísticas Avançadas). Conheça as principais:

Offensive Efficiency (Eficiência Ofensiva) - OffEff: Quantos pontos uma equipe faz a cada 100 posses de bola. É um indicador da qualidade de um ataque melhor do que pontos marcados por jogo, pois leva em consideração o fato de que as equipes jogam em ritmos diferentes.
Média da NBA na temporada 2010/11: 104,5
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Philadelphia 76ers (106,6) 
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Washington Wizards (88,4)

Defensive Efficiency (Eficiência Defensiva) - DefEff: Quantos pontos uma equipe leva a cada 100 posses de bola. Assim como a estatística anterior, é um indicador da qualidade de uma defesa melhor do que pontos sofridos por jogo.
Média da NBA na temporada 2010/11: 104,4
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Philadelphia 76ers (90,2)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Charlotte Bobcats (108,7)


Effective Field Goal Percentage (Aproveitamento Ajustado dos Arremessos) - eFG%: Esta estatística ajusta o percentual de aproveitamento de forma a considerar a diferença que faz acertar um arremesso de 3 em vez um de 2. Por exemplo: um jogador que acerta 1 arremesso em 2 tentativas, sempre terá 50% de aproveitamento. No entanto, se o arremesso tiver sido de 2, ele terá feito 2 pontos em 2 tentativas, mas se tiver sido de 3, terá feito 3 pontos nas mesmas 2 tentativas. Portanto, seu aproveitamento "real" seria de 75%.
Média da NBA na temporada 2010/11: 49,9%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui:
 Miami Heat (53,4); Aproveitamento do adversário: Philadelphia 76ers (41,6)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Washington Wizards (42,0); Aproveitamento do adversário: New Jersey Nets (52,3)

True Shooting Percentage (Real Aproveitamento dos Arremessos) - TS%: Leva a estatística anterior um passo adiante, incluindo os lances livres.
Média da NBA na temporada 2010/11: 54,2%
Líder na NBA até aqui: Tyson Chandler (78,1%)*
* Jeff Foster e Ronny Turiaf possuem 100%, mas tem poucos arremessos, então são desconsiderados

Turnover Rate ou Turnover Percentage (Índice de Turnovers) - TOR ou TO%: Quantos turnovers uma equipe comete a cada 100 posses de bola.
Média da NBA na temporada 2010/11: 13,43
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Turnovers cometidos: Philadelphia 76ers (11,83); Turnovers forçados: Miami Heat (17,32)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Turnovers cometidos: Minnesota Timberwolves (17,05); Turnovers forçados: Toronto Raptors (10,75)

Offensive Rebound Rate ou Offensive Rebound Percentage (Índice de Rebotes Ofensivos) - ORR ou ORB%: A frequência com a qual uma equipe ou jogador pega o rebote de seus próprios ataques.
Média da NBA na temporada 2010/11: 26,33%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Sacramento Kings (32,9); Índice do adversário: Portland Trail Blazers (23,2)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Toronto Raptors (21,2); Índice do adversário: Sacramento Kings (32,7)
Líder da NBA na temporada até aqui: Jeff Foster (23,7)

Defensive Rebound Rate ou Defensive Rebound Percentage (Índice de Rebotes Defensivos) - DRR ou DRB%: A frequência com a qual uma equipe ou jogador pega rebotes defensivos.
Média da NBA na temporada 2010/11: 73,6%
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Portland Trail Blazers (76,8);
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Sacramento Kings (67,3)
Líder da NBA na temporada até aqui: Dwight Howard (34,7)

Free Throw Rate (Índice de Lances Livres) - FTR: A frequência com a qual uma equipe arremessa (e converte) lances livres em relação ao total de arremessos de quadra.
Média da NBA na temporada 2010/11: 30,0
Melhor time na temporada 2011/12 até aqui: Los Angeles Clippers (38,8)
Pior time na temporada 2011/12 até aqui: Houston Rockets (19,5)

Player Efficiency Rating (Índice de Eficiência do Jogador) - PER: É uma fórmula complicadíssima criada por John Hollinger, com o fim e medir o desempenho de um jogador para cada minuto seu em quadra. Nem tentaria explicar a fórmula, porque não conseguiria. Ela possui muitos críticos e algumas inegáveis deficiências, mas é muito usada para avaliar a produção dos jogadores.
Média da NBA na temporada 2010/11: 12,41
Líder da NBA até aqui: LeBron James (36,9)
Pior da NBA até aqui: Austin Daye (-3,49)

Usage Rate ou Usage Percentage (Percentual de Uso) - Usg%: Estima o percentual de posses de bola de uma equipe utilizadas por um jogador em particular enquanto ele está em quadra. Média da NBA na temporada 2010/11: 18,47
Líder da NBA até aqui: Kobe Bryant (38,4)
Último da NBA até aqui: Joel Anthony (6,3)


(Todas as estatísticas acima são do dia 10/01/2012)

Se houver interesse dos leitores, eu posso postar periodicamente algumas estatísticas avançadas interessantes (de times ou jogadores) aqui no blog, para analisarmos e discutirmos. O que vocês acham?


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